Vida Urbana

Creche fica sem água e suspende atividades em Campina Grande

Vândalos sujaram as caixas d’água da Creche Municipal Sinhazinha Celino, no bairro da Catingueira.




A rotina de violência nas unidades de ensino da rede pública tem sido frequente em Campina Grande, com o registro constante de ataques a esse tipo de estabelecimento. O mais recente deles aconteceu no bairro da Catingueira, quando vândalos invadiram a Creche Sinhazinha Celino e sujaram as caixas d’ água do local, deixando 126 alunos sem aulas por dois dias. O caso aconteceu na última segunda-feira e as informações foram repassadas pela gestora da unidade, Josilene Alves de Meira. Ainda de acordo com ela, o retorno das atividades está previsto para acontecer amanhã.

O vigilante da creche, Inácio Gomes da Silva, que é responsável pelo turno da tarde, contou que chegou ao prédio por volta das 14h e constatou que o local havia sido invadido. De acordo com ele, dois reservatórios de 3 mil litros utilizados para armazenar água que abastece a creche estavam com a tampa levantada e foi colocado lixo, uma cadeira quebrada e pneus dentro do recipiente. Além disso, ele percebeu que um suporte para plantas que ficava na frente da escola tinha sido colocado no interior do prédio, provavelmente para facilitar a fuga dos invasores.

Inácio chamou a gestora da creche para verificar a situação e ao chegar ao local ela contou que ficou muito surpresa com a ação, já que essa foi a primeira vez que esse tipo de vandalismo foi registrado na unidade. “Verifiquei os danos e fui logo à Central de Polícia para prestar um Boletim de Ocorrência (BO). Alguns policiais estiveram na creche para olhar o que tinha acontecido e fomos orientados a esvaziarmos os reservatórios e suspendermos as aulas. É lamentável que isso aconteça
principalmente nessa época quando estamos tão carentes de água. Pretendemos  regularizar a situação na quinta-feira  (amanhã) quando o local já vai estar abastecido”, comentou Josilene Alves.

Ainda de acordo com Josilene, a suspeita é que o local tenha sido invadido por vândalos do próprio bairro da Catingueira, que utilizam uma quadra vizinha ao estabelecimento para a prática de crimes. Ela teme que essa situação volte a se repetir. “Espero que essa não se torne uma prática comum, pois prejudica todas as nossas atividades e deixa todos nós amedrontados”, disse. Ainda conforme a gestora, em 2013 a creche foi arrombada. (*Especial para o JP)

O que diz a Seduc

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) informou que está adotando todas as providências  para garantir a retomada das atividades na Creche Sinhazinha Celino o mais rápido possível. A unidade dispõe de vigilância humana, mas diante da denúncia de vandalismo a Seduc disse que vai apurar as responsabilidades no caso e, se necessário, realizar mudanças na equipe de vigilância. A retomada das atividades depende da conclusão dos serviços de limpeza da caixa d’água.


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