Vida Urbana

Comitê determina retirada de 11 barracas irregulares no Bessa

Secretária de Desenvolvimento Urbano comentou que comerciantes devem ser notificados até a quarta-feira (28) para que providenciem a retirada das barracas dentro de 30 dias.




Luzia Santos, do Jornal da Paraíba

O Comitê Gestor do Projeto Orla de João Pessoa, em reunião realizada na semana passada, determinou a retirada de 11 barracas instaladas em terreno da União na praia do Bessa, segundo informou o secretário de Desenvolvimento Urbano, Ivan Burity.

Entre as barracas que serão demolidas estão Golfinho, Pote de Barro, Peixe Elétrico, Coqueiros e outros. Os comerciantes devem ser notificados nesta terça-feira (28) ou na quarta, e terão o prazo de 30 dias para removerem os estabelecimentos, caso contrário terão as barracas demolidas.

Os proprietários das barracas reclamam que a ação vai gerar desemprego e trazer prejuízos para o turismo e a economia local. Os freqüentadores argumentam que o melhor seria o ordenamento das barracas em vez de sua retirada. O secretário de Desenvolvimento Urbano informou que a retirada das barracas foi determinado pelo fato delas estarem instaladas em terreno pertencente à União e em zona de interesse ecológico. São duas barracas localizadas nas proximidades do Clube dos Médicos e as outras nove instaladas nas areias do Bessa nas imediações do Banco do Brasil.

“As barracas e os restaurantes da praia do Bessa foram construídos em áreas de invasão de terreno da União. Além disso ocupam espaço que corresponde a uma das mais importantes áreas de desova de tartaruga marinha de João Pessoa”, argumentou o secretário. O comitê é composto por representantes da  Prefeitura Municipal, da Gerência Regional do Patrimônio da União (GRPU) e de moradores.

Os comerciantes discordam da determinação do Comitê e alegam que há cerca de dois anos foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta com a Prefeitura Municipal e a Gerência Regional do Patrimônio da União na qual se comprometiam a pagar uma taxa mensal que varia de acordo com o tamanho da área de areia ocupada além de se enquadrar em um projeto de ordenamento da orla. Na ocasião teria sido acertado até mesmo que os recursos para as reformas poderiam ser financiados pelo Banco do Brasil.

O proprietário do Golfinho Bar e Restaurante, Luiz Cavalcanti (Lula), disse que há 20 anos está instalado no Bessa. Ele diz não compreender o motivo da retirada visto que o bar já se tornou referência para turistas paraibanos, brasileiros e até estrangeiros. O comerciante lembra, ainda, que os donos de barracas chegam a pagar entre R$ 400 a R$ 1.770 por mês a GRPU para uso do terreno da União.

Já o comerciante Herder Paulo Costa, dono do Coqueiros, alegou que a remoção vai gerar desemprego. Atualmente, as barracas empregam 300 funcionários além de garantir a empregabilidade de outras 600 pessoas que atuam como fornecedores dos estabelecimentos. Para Costa, o grande beneficiado será o vendedor ambulante que não paga imposto, mas vai invadir a área assim que esta for desocupada.


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