Vida Urbana

Coletivos e tecnologia: soluções para o trânsito

Transporte coletivo e a tecnologia foram mais uma vez lembrados como soluções viáveis durante a  4ª Plenária do Fórum Permanente sobre Mobilidade Urbana.



Magnus Menezes
Magnus Menezes
Engenheiro civil e especialista em mobilidade urbana Carlos Batinga foi o palestrante do evento

A 4ª Plenária do Fórum Permanente sobre Mobilidade Urbana, promovido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sitrans), realizada na manhã de ontem, no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande (ACCG), estendeu as discussões acerca da necessidade de implantação de políticas voltadas para qualificação de pessoas e consolidação de projetos voltados ao transporte público.

Apontados como exemplos positivos para solução dos problemas no trânsito, o transporte coletivo e a tecnologia foram mais uma vez lembrados como soluções para a fluidez do trânsito de pessoas e tráfego de veículos.

Quem apresentou esses conceitos foi o suplente de deputado estadual Carlos Batinga, engenheiro civil e especialista no assunto, que estabeleceu três momentos determinantes para que o cenário de mobilidade atual das cidades de grande e médio porte, como é o caso de Campina Grande, trouxesse mais preocupações que soluções. “Até os anos 1990 nós vivíamos um período de preocupação com a infraestrutura de cidades grandes. Só que a partir daquela década, até 2010, houve uma estagnação de projetos e capacitação de profissionais, o que está voltando a acontecer somente há dois anos”, analisou.

Essa paralisação no desenvolvimento de políticas públicas estruturantes voltadas para a mobilidade urbana levou Batinga a revelar que, em 20 anos, cidades como Campina Grande deixaram de receber investimentos que beiram os R$ 400 bilhões, uma vez que convênios foram suspensos, capacitação de pessoal técnico não foi continuada, além da atenção à tecnologia só ter sido buscada a partir de 2010. “Não deveríamos enfrentar essa realidade. Os governos não privilegiaram recursos que tinham a capacidade de transformar o cenário das médias e grandes cidades”, destacou Carlos.

Enveredando pelo mesmo pensamento do especialista em mobilidade urbana, Anchieta Bernardino, presidente do Sitrans, relembrou que grandes cidades de outros países da América do Sul utilizaram projetos brasileiros, aperfeiçoaram e hoje colhem frutos de um desenvolvimento urbano que poderia ter se tornado comum em cidades do porte da Rainha da Borborema. “Durante muito tempo Curitiba (PR) foi exemplo de mobilidade para nós. Só que o governo de Bogotá (Colômbia), utilizou conceitos aplicados na cidade paranaense e aperfeiçoou para sua realidade. É isso que precisamos fazer aqui”, acrescentou.

Durante sua explanação, Carlos Batinga ainda cobrou que os poderes públicos encarem de frente o problema da mobilidade, entendendo que o investimento em planejamento e projetos estruturantes passam obrigatoriamente por aperfeiçoamento de pessoal e utilização da tecnologia como aliada para controlar o processo de deslocamento de pessoas e veículos. “Se os poderes públicos não encararem esse problema de frente, continuaremos com os mesmos gargalos, sem calçada para pedestres, sinalização de trânsito nem fiscalização eletrônica que tem o poder de chegar até onde a mão de obra humana não alcança”, pontuou.


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.