Vida Urbana

Cirurgiões terceirizados fecham acordo com Estado e terminam greve

Médicos cirurgiões do Hospital Regional de CG decidiram finalizar greve, após 20 dias de paralisação. Eles protestaram contra redução no valor pago por plantão.




Karoline Zilah

Após cerca de 20 dias de greve, os médicos cirurgiões prestadores de serviço do Hospital Regional de Campina Grande decidiram encerrar a paralisação. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (12), com base em um acordo verbal feito entre a cooperativa médica e a Secretaria Estadual de Saúde.

De acordo com o médico Gian Almeida, o Governo do Estado aceitou pagar aos terceirizados a mesma remuneração que os concursados recebem por plantão. Os profissionais voltam ao trabalho na sexta-feira. "A expectativa agora é de que o acordo seja assinado e oficializado", comentou.

Os prestadores de serviço resolveram iniciar o protesto e suspender as atividades depois que o Governo reduziu o valor do plantão em 36%, de cerca de R$ 1 mil para R$ 640. Onze profissionais aderiram à paralisação.

Em meio à crise, a direção do Hospital Regional teve que transferir alguns pacientes em situação mais grave para unidades hospitalares de outras cidades. Na ausência dos cirurgiões prestadores de serviço, o diretor Geraldo Medeiros providenciou uma escala de plantão que gerou reação negativa por parte dos concursados.

Eles ameaçaram pedir demissão coletiva devido às condições insalubres do hospital, além sobrecarga de trabalho e a demanda excessiva de pacientes.

Em Patos

Em Patos, no Sertão, os médicos que trabalham nos hospitais públicos da cidade decidiram voltar ao trabalho no último fim de semana, depois de 30 dias de greve.

O retorno às atividades só foi possível após um acordo da categoria com o Governo do Estado. A partir de agora, os médicos que trabalham nas unidades de saúde de complexidade I vão receber R$ 640 (plantões durante a semana) e R$ 740 (para finais de semana e feriados).


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