Vida Urbana

Caminhão que transportava grupo de ambulantes de Patos em situação degradante é apreendido na Bahia

Passageiros vinham do Paraná e foram encontrados no compartimento de carga do veículo.




Caminhão que transportava ambulantes de Patos em situação degradante é apreendido na Bahia. Foto: Polícia Militar da Bahia/Divulgação

Um caminhão que fazia o transporte irregular de 32 pessoas foi apreendido na quarta-feira (25) pela Polícia Militar da Bahia, na cidade de Serrinha, distante 175 km de Salvador. Os passageiros afirmaram que saíram do Paraná e o destino final era Patos, no Sertão paraibano. Com o avanço da proliferação do novo coronavírus, além da baixa nas vendas de redes de dormir e produtos na Região Sul, o grupo decidiu voltar para casa de qualquer forma.

O setor de comunicação social do 16º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Serrinha, informou ao JORNAL DA PARAÍBA que o veículo foi parado em um trecho da BR-116. No compartimento de carga foram encontrados 30 vendedores ambulantes amontoados, em situação degradante e sem nenhum equipamento de proteção individual.

A PM da Bahia ainda informou que dois vendedores apresentaram temperatura corporal além do normal, mas nenhum outro sintoma. Mesmo assim, todos foram encaminhados para o ginásio de esportes do município de Serrinha, local onde está montada uma estação de trabalho da vigilância epidemiológica. Exames preliminares foram feitos e o resultado sairá nesta sexta-feira (27). Logo depois, os paraibanos serão liberados.

O motorista foi encaminhado para a delegacia de Polícia Civil para prestar depoimento. Por telefone, o JORNAL DA PARAÍBA não conseguiu contato com policiais civis de Serrinha.

Passageiros vinham do Paraná e foram encontrados no compartimento de carga do veículo. Foto: Polícia Militar da Bahia/Divulgação

Procurado pelo JORNAL DA PARAÍBA, o prefeito interino de Patos, Ivanes Lacerda (MDB) disse que não recebeu nenhuma informação sobre este grupo de vendedores. Segundo Ivanes, os órgãos públicos do município estão monitorando várias pessoas, através de aplicativos de redes sociais, que retornam à cidade, mas que nenhum dos casos se refere a este grupo preso na Bahia.

“Temos feito um trabalho intenso nas entradas de Patos e muitos vendedores que estão pelo Brasil, nós estamos monitorando. Sobre este grupo especificamente, não temos nenhuma informação e ninguém fez contato conosco. O nosso trabalho tem sido receber as pessoas, realizar avaliações de saúde, distribuir um informativo e recomendar o isolamento social pelo período de 14 dias. Vamos continuar, pois ainda temos pessoas que estão voltando para Patos”, disse Ivanes.


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