Vida Urbana

Cai índice de infestação do Aedes aegypti, mas estado é de alerta em CG

Bairros das Malvinas, Bodocongó, Novo Bodocongó e Serrotão concentram maiores focos e larvas.




Agentes de combate a endemias intensificam visitas e fazem trabalho de conscientização

A Secretaria de Saúde de Campina Grande inicia o ano de 2018 contabilizando redução no índice de infestação do Aedes aegypti. O Levantamento Rápido de Infestação por Aedes aegypti identificou a presença do mosquito em 5,2% das casas vistoriadas. O resultado do LIRAa anterior tinha sido de 7,6%. Apesar da redução, o estado ainda é de alerta.

O índice ainda é considerado de alto risco de proliferação das doenças transmitidas pelo Aedes. Os Agentes Comunitários de Saúde visitaram 7.324 casas e a maioria dos focos e larvas dos mosquitos foi encontrada em criadouros no nível do chão, como tonéis, baldes, caixas d’água e cisternas.

Os bairros com os maiores índices foram as Malvinas (7,7%), Bodocongó, Novo Bodocongó e Serrotão (7,6%), Cruzeiro e Jardim Paulistano (6,3%), Bela Vista, Centenário, Pedregal e Bairro Universitário (6,1%). O menor índice (1,9%) foi registrado nos bairros Itararé, Sandra Cavalcante, Vila Cabral de Santa Terezinha e Tambor.

“A queda se deu em função do trabalho de conscientização da população para eliminar as larvas e os focos do mosquito, bem como o trabalho de combate dos Agentes Comunitários de Saúde. Mas precisamos continuar lutando contra o mosquito porque o período de chuvas que se aproxima favorece o acúmulo de água e a procriação do mosquito”, explicou a Coordenadora de Vigilância Ambiental, Rossandra Oliveira.

Verão

Rossandra comemorou o resultado do levantamento porque era esperado um aumento em função do verão e ainda destacou que todos os bairros apresentaram redução. “No verão, o ciclo de procriação do mosquito é mais rápido e o índice tende a aumentar, mas graças ao trabalho, principalmente nos bairros mais críticos, o índice caiu.

O LIRAa é considerado um instrumento orientador das ações de controle da dengue e do chikungunya. O levantamento identifica as áreas com maior numero de focos de reprodução do mosquito transmissor das doenças (Aedes aegypti) fornecendo o Índice de Infestação Predial (% de imóveis que possuem criadouro com a larva do vetor) e os tipos de recipientes que caracterizam os criadouros.

Os indicadores resultantes da pesquisa fornecem informações qualificadas para atuação das prefeituras nas ações de prevenção e controle da dengue e do chikungunya, permitindo uma abordagem de enfrentamento multissetorial.


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