Vida Urbana

Barracas do Parque do Povo não vão poder instalar som no São João de CG

Outras mudanças estão previstas na edição 2017 da festa.




As barracas localizadas dentro do Parque do Povo durante a realização do São João de Campina Grande não vão poder instalar sons próprios nos estabelecimentos. De acordo com a Associação dos Barraqueiros, a mudança está prevista no contrato firmado com a empresa Aliança Comunicação e Cultura Ltda, realizadora do evento. Se descumprir a cláusula, barraqueiro pode pagar multa de até R$ 100 mil. Outras mudanças estão previstas na edição 2017 d’O Maior São João do Mundo.

Conforme explicou o presidente da Associação dos Barraqueiros, Lucinei Cavalcante, para que as barracas não instalem sons a empresa se comprometeu em resgatar o projeto ‘Rádio Junina’, que instala alto falantes em todas as barracas do parque do povo, só que com uma programação musical universal.

Mesmo com a mudança relacionada às instalações de som, a principal modificação, como explica Cavalcante, foi a questão da compra e venda de bebidas dentro do Parque do Povo. Este ano os comerciantes só vão poder comprar bebidas direto de depósitos instalados dentro do local. Para o presidente da associação, essa medida pode gerar prejuízos. “Essa é uma questão crucial, porque pode mexer diretamente no nosso faturamento, tudo vai depender se o deposito vai vender com preços de mercado”, pontuou.

Apesar da mudança, Cavalcante acredita que também há pontos positivos como a padronização de preços nos produtos vendidos pelos comerciantes, já que todos vão comprar pelo mesmo valor e no mesmo local. “Possa ser que todo mundo comprando em um mesmo lugar haja uma padronização de preços. Aí ninguém sai prejudicado”, disse.

Inicialmente, os barraqueiros foram informados que não seria permitido a entrada de bebidas dentro do Parque do Povo e isso seria uma garantia de que os comerciantes não teriam prejuízos. “A empresa tinha informado que os forrozeiros não poderiam entrar no local com bebidas e que os depósitos também não poderiam vender bebidas, mas sabemos que essa é uma questão que depende muito dos órgãos do consumidor”, explicou

Outra mudança que deve interferir diretamente no faturamento dos consumidores e na prestação de serviços aos forrozeiros é a limitação no horário de funcionamento das barracas. Cavalcante explicou, ainda, que com a nova regra, as barracas vão ter que fechar 10 minutos após o fim dos shows no palco principal. “Isso é danoso principalmente para as lanchonetes, porque as pessoas saem do show para ir comer”, finalizou Lucinei Cavalcante.

Empresa diz que mudanças foram determinadas por órgãos de segurança

Através de nota, a empresa Aliança Comunicação e Cultura, informou que não tem nenhuma responsabilidade no tocante às restrições no uso de som e no horário de funcionamento das barracas. A empresa disse que as decisões foram determinadas pelo Ministério Público, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, a partir de uma reunião realizada no dia 2 de maio. As mesmas constarão de um Termo de Ajustamento de Conduta, a ser divulgado pelo MP. Já com relação à proibição de que os barraqueiros comprem bebidas de outras distribuidoras, a empresa explicou que essa é uma exigência contratual junto aos patrocinadores.


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