Vida Urbana

Audiência de acusados de matar estudante em padaria é retomada

Um total de dez pessoas, sendo oito reús e duas testemunhas, devem ser ouvidas.




Acontece na manhã desta sexta-feira (27), no 2º Tribunal do Júri do Fórum Criminal de João Pessoa, a audiência de instrução e julgamento dos envolvidos no assassinato do estudante de veterinária Marcos Antônio Nascimento Filho. Um total de dez pessoas, sendo oito reús e duas testemunhas, devem ser ouvidas.

A audiência estava marcada para as 8h, mas começou apenas por volta das 9h30; um conflito de informações sobre o local onde dois dos reús estavam presos provocou um atraso no transporte para o fórum.

O crime ocorreu em uma padaria de João Pessoa, em junho de 2016; a irmã de Marcos, Maria Celeste de Medeiros, é acusada de planejar o homicídio para ficar com a herença da família.

Nesta sexta-feira, devem ser ouvidos os réus Maria Celeste de Medeiros Nascimento, Werlida Raynara da Silva, Nielson da Silva, Ricardo de Souza Pereira, Jairo Cesar Pereira, Robson de Lima Ramos, Walber do Nascimento Castro e Severino Fernandes Ferreira. O processo, que deve definir se os acusados vão a júri popular, já foi adiado duas vezes: no dia 27 de setembro, foi postergado por um mês porque duas testemunhas não compareceram ao 2º Tribunal do Júri.

O advogado de Maria Celeste orientou a cliente a ficar em silêncio durante a audiência para proteger a imagem da família. Já o advogado da namorada dela na época, Werlida Raynara, disse que vai provar que a cliente não tem participação nenhuma no crime.

Relembre o caso

O universitário Marcos Antônio foi assassinado com dois tiros na cabeça durante um assalto a uma padaria no Jardim Luna, no dia 4 de junho de 2016. A irmã foi a mandante do crime, visando a herança da família, avaliada em R$ 1 milhão.

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Segundo o delegado Aldrovilli Grisi, depois da morte do pai dos irmãos, quem passou a gerir o patrimônio da família, que mora em Bayeux, foi a irmã, uma vez que a vítima estudava e morava em Areia, no Agreste do estado. Durante a ausência do irmão, ela conseguiu vender um imóvel e um carro pertencente à família e ainda segundo Aldrovilli Grisi, teria falsificado a assinatura do irmão para poder vender um imóvel que estava no nome dele.

Outros seis suspeitos também foram presos por envolvimento no homicídio.

Encomenda do crime e envolvidos

Conforme Aldrovilli Grisi, a morte do estudante foi encomendada pelo valor de R$ 13 mil, que a suspeita pretendia pagar após a execução. O delegado explica que ela não tinha o dinheiro no momento do contrato. “Ela pretendia pagar os executores do irmão com o dinheiro dos bens do próprio irmão”, explica.

Além de Maria Celeste, foram presos Ricardo de Sousa, de 31 anos, autor do disparo; Nielson da Silva, de 38 anos, comparsa do atirador; Severino Fernando, de 37 anos, que serviu de ponte entre a irmã e os criminosos; Wérlida Raynara, de 21 anos, que seria namorada de Celeste; e João Cardoso, de 54 anos, que está preso preventivamente, pois seria comprador de imóveis da família.

 


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