Vida Urbana

Aprovados fazem fila para exames

Realização de exames admissionais para aprovados em concurso técnico administrativo é marcado por tumultos e filas.



Manuel Pereira
Manuel Pereira
Formação de longas filas são comuns desde a quinta-feira (17)

Centenas de aprovados no concurso para técnico administrativo de nível médio e professores do Estado da Paraíba estão enfrentando dificuldades para realizarem o exame admissional necessário para começarem a trabalhar. Como Campina Grande é uma das quatro Gerências de Perícia Médica, tornou-se comum, desde quinta-feira da semana passada, a chegada dos classificados durante a madrugada, a formação de longas filas e tumulto no prédio da Paraíba Previdência (PBPrev), local onde os médicos estão realizando os atendimentos.

De acordo com a gerência da Perícia Médica, pela grande quantidade de pessoas aprovadas, não havia como evitar que a formação das filas acontecesse. Segundo Lígia Araújo, gerente da 3ª Região de Perícia, o que contribuiu para os transtornos foi que inicialmente os exames eram destinados apenas aos candidatos aprovados para o cargo de técnico administrativo, mas mesmo assim os professores estavam procurando o local para serem atendidos.

“A orientação da Secretaria de Administração era para que apenas os técnicos administrativos se submetessem aos exames. Só que os professores também vieram e naturalmente a fila foi aumentando. É humanamente impossível atender todo mundo no mesmo dia, já que são mais de dois mil aprovados. Agora, como nós recebemos hoje (ontem) a listagem com o nomes dos docentes, vamos começar a atendê-los também. Ninguém deixará de ser atendido”, prometeu a gerente.

O receio de grande parte dos aprovados, que durante todo o dia de ontem enfrentaram fila para se submeter ao exame admissional, era o prazo para realizá-lo, uma vez que inicialmente a data limite para esta etapa era hoje. Contudo, de acordo com a Secretaria de Educação, após a nomeação dos aprovados, que será nesta manhã em João Pessoa, os candidatos terão o prazo de 30 dias para tomar posse e começar a trabalhar, e os exames obrigatórios poderão ser feitos até o final deste mês, o que segundo a secretaria não deve prejudicar os candidatos aprovados.

Para as professoras Helena Firmino e Sandra Maria, a falta de informação e despreparo no atendimento foi determinante para que esses transtornos acontecessem. Segundo ambas, muitas pessoas chegaram de madrugada na sede da Regional, prepararam uma lista com a ordem de chegada e quando o local abria as portas, às 8h, o tumulto já estava formado. Elas ainda apontaram que o número de cinco médicos para a realização da perícia é insuficiente, o que foi rebatido pela gerente afirmando que este número pode atender a todos os aprovados.

“Primeiro eles disseram que os exames seriam agendados, mas isso não aconteceu. Eles nem se prepararam para organizar a fila, não passaram as informações corretas e tem pessoas que estão aqui pelo segundo ou terceiro dia seguido", questionou Helena, que mora em Serra Branca.


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