Vida Urbana

Após morte suspeita de febre amarela, ações de combate a mosquito são reforçadas em JP

Inspeções nas casas, orientações e carro fumacê integram ações combativas. Vacinação está descartada.



Foto: Reprodução/Facebook
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"Não é necessário a população entrar em pânico", disse o gerente de vigilância epidemiológica da capital

A Secretária Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa vai iniciar nesta quarta-feira (1º) ações de combate a focos de mosquito para evitar proliferação na região do bairro do Bessa, onde o personal trainer Patrick Lethieri Schuckert, que veio do Espírito Santo e morreu com suspeita de febre amarela, estava hospedado. Inspeções residenciais, orientação para população e utilização do carro fumacê integram as ações combativas. Vacinação nos moradores da região está descartada neste momento.

"Faremos ações para investigar as casas ao redor. Na terça-feira já fizemos e não encontramos nenhum foco. A partir de hoje vamos reforçar as ‘batidas’ na área", diz Sílvio Ribeiro, gerente de vigilância epidemiológica de João Pessoa.

Ainda conforme Ribeiro, no fim da tarde desta quarta-feira (1º) haverá a circulação do carro fumacê nas ruas ao redor de onde o personal trainer estava hospedado. As ‘batidas’ – como chamam as inspeções residenciais por parte dos agentes de endemia – vão ser reforçados com 30 agentes. Ribeiro destaca que trata-se apenas de uma ação preventiva. "Não há necessidade de vacinação, porque João Pessoa não é uma área endêmica", frisa.

"É um caso pontual e, ainda, suspeito de febre. É uma pessoa que veio de outro estado, já chegou aqui apresentando sintomas desde a quinta-feira. Vale lembrar também que ele veio de uma área endêmica [Espírito Santo]", afirma Ribeiro. Acrescentando que João Pessoa não tem nenhum caso registrado de morte por febre amarela. "Não é necessário a população entrar em pânico. Estamos tomando todas as providências", conclui. 

Outro ponto destacado por Ribeiro é a desmistificação da transmissão do vírus da febre amarela. "A forma de contágio não é de indivíduo para indivíduo, é através do mosquito. Ele pica alguém que tem o vírus, e aí se torna vetor, podendo transmitir para outras pessoas que recebam a picada [do mosquito]", explica.

Os sintomas são parecidos com os da dengue: febre, dores no corpo, dor de cabeça. Porém, com algumas peculiaridades como ‘amarelidão’ e desorientações, em casos mais graves, explica Ribeiro. "A população não deve se automedicar, deve procurar o serviço médico mais próximo para tratar-se. Inclusive, as três UPAs estão capacitadas para isso", finaliza o gerente de vigilância epidemiológica de João Pessoa.


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