Vida Urbana

Após decreto de João, operação retira materiais hospitalares de loja em João Pessoa

Os produtos devem ser usados para abastecer os hospitais.




Foto: Antônio Vieira/TV Cabo Branco

Uma equipe da Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou uma operação na manhã desta terça-feira (31), em João Pessoa, para recolher equipamentos de proteção hospitalar. O material deve usado para abastecer os hospitais do estado que estão atendendo pacientes em tratamento contra o novo coronavírus (Covid-19).

A ação tem por base o novo decreto do governador João Azevêdo (Cidadania), publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta terça-feira. O decreto permite que o estado requisite administrativamente equipamentos, produtos, serviços e estruturas de interesse da rede pública de saúde.

Na operação, a equipe recolheu materiais de uma empresa de produtos hospitalares no bairro da Torre. Com o apoio de auditores da receita estadual e equipes do Bope da Polícia Militar e da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, foram requisitados em caráter administrativo imediato vários equipamentos e produtos de proteção individual, como máscaras, luvas, álcool em gel, toucas, dentre outros itens hospitalares.

De acordo com o secretário executivo de Gestão da Rede de Unidades de Saúde da SES, Daniel Beltrami, a ação não se trata de uma apreensão. “É uma medida administrativa com base no decreto do estado. Foi feita essa ação porque a secretaria já tinha tentando adquirir esses materiais, mas as fornecedoras não compareceram ao chamamento. Esse material vai ser pago a cada uma das empresas no valor de mercado, não se trata do estado tomando equipamentos”, explicou.

Ainda de acordo com Beltrami, o recolhimento garante que o governo estadual não fique desabastecido dos insumos necessários para seguir atendendo casos suspeitos e confirmados de pacientes infectados com coronavírus.

“O Ministério Público está fazendo um balanço do total dos equipamentos que foram pegos pela Receita Estadual e depois vão nos passar esse balanço, até porque esses produtos precisam ser pagos para cara uma das empresas”, completou o secretário executivo.

 


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