Vida Urbana

Advogado pede soltura de médico detido no Presídio do Serrotão

Godofredo Borborema é acusado de cobrar a pacientes por cirurgias que são garantidas pelo SUS. Três suspeitos de participar do esquema em CG estão foragidos.



Reprodução da TV
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Médico foi denunciado por pacientes e flagrado pela TV Paraíba

Do Jornal da Paraíba

Os advogados de defesa do médico Godofredo Nascimento Borborema ingressaram com um pedido para que o juiz da Vara de Execuções Penais de Campina Grande, Fernando Brasilino Leite, reveja a decisão de enviá-lo ao presídio do Serrotão, na última terça-feira.

O médico, juntamente com a técnica de enfermagem Maria José Jordão, o despachante do seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) José Ismar de Lima, a recepcionista do Hospital Pedro I, Eliane Dantas, e o motorista José de Anchieta Pessoa de Oliveira são apontados pela Polícia Civil e o Ministério Público como integrantes de um suposto ‘esquema’ de venda de cirurgias, que atuaria nos hospitais Pedro I e Regional Dom Luiz Gonzaga Fernandes.

Reveja as imagens das negociações

Um dos advogados dele, Félix Araújo, informou que foram apresentados documentos que comprovam que o médico não estaria descumprindo a pena e por isso não haveria motivos para transferi-lo para a penitenciária. Além disso, o jurista considerou as denúncias feitas por familiares e funcionários “extremamente frágeis”. A polícia, no entanto, tem depoimento de testemunhas que confirmam que o médico cobrava pelas cirurgias que deveriam ser feitas pelo SUS.

“À medida que o tempo vai passando os fatos vão começando a ser esclarecidos. Nós já pedimos que o juiz reveja essa decisão de levá-lo para o presídio, até porque ele estava cumprindo as determinações judiciais e foi condenado ao regime aberto, e por isso não poderia estar lá. Quanto às denúncias, elas são extremamente frágeis. Godofredo tem toda a tranquilidade profissional de que os fatos serão esclarecidos”, ressaltou o advogado.

Contra os cinco foram expedidos mandados de prisão temporária, pelo juiz da 7ª Vara Criminal campinense, além de oito mandados de busca e apreensão que foram cumpridos durante a ‘Operação Hipócrates’, desencadeada na última segunda-feira pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público.


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