Vida Urbana

Acusado de planejar estupro coletivo vai a júri quinta

Eduardo dos Santos é apontado como mentor do crime, ocorrido em 2012, no qual cinco mulheres foram estupradas e duas mortas.




Acusado de ser o mentor do estupro coletivo ocorrido na cidade de Queimadas, Eduardo dos Santos Pereira, vai a juri popular nesta quinta-feira (25) em João Pessoa. O julgamento está marcado para às 14h no 1º Tribunal do Júri no Fórum Criminal da capital paraibana. Cinco mulheres foram estupradas e duas delas foram mortas durante o crime, que aconteceu em 2012.

O júri será presidido pelo juiz Antônio Maroja Limeira Filho, em substituição ao magistrado titular, Marcos William de Oliveira. São aguardadas para o julgamento 7 testemunhas de acusação e uma de defesa.

Um telão será disponibilizado para a transmissão ao vivo do julgamento, no 6º andar do prédio. De acordo com informações do diretor do Fórum Criminal a medida foi tomada porque se espera muita gente, devido à repercussão do caso. Caso seja necessário, um segundo telão será disponibilizado no 1º andar.

O estupro coletivo aconteceu durante uma festa de aniversário em Queimadas, onde cinco mulheres foram violentadas sexualmente. Segundo denunciou o Ministério Público, o plano dos estupros foi articulado pelos irmãos Eduardo e Luciano dos Santos Pereira, este já condenado. Junto com outros oito acusados, entre eles três adolescentes, todos condenados pela Justiça, tramaram a simulação de um assalto para estuprar as vítimas. A professora Isabella Pajuçara e a recepcionista Michelle Domingos acabaram sendo assassinadas porque reconheceram os estupradores.

Além de Luciano dos Santos Pereira, também foram condenados Fernando de França Silva Júnior, Jacó Sousa, Luan Barbosa Cassimiro, José Jardel Sousa Araújo e Diego Rêgo Domingues. Eles pegaram penas entre 26 a 44 anos de prisão por cárcere privado, formação de quadrilha e estupro e estão detidos no presídio PB1, em João Pessoa. Os adolescentes cumprem medidas socioeducativas no Lar do Garoto.

Eduardo foi denunciado pelo Ministério Público por duplo homicídio triplamente qualificado, estupro e cárcere privado.O réu também pode ser enquadrado nos crimes de associação criminosa e lesão corporal grave.

Desaforamento

O julgamento de Eduardo dos Santos foi marcado para João Pessoa por pedido do Ministério Público e da defesa do acusado. A decisão de acatar o desaforamento foi da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça que entendeu que isso permitiria uma decisão imparcial por parte do Júri.

Na época, o juiz da 1ª Vara mista da comarca de Queimadas, Antônio Gonçalves Ribeiro declarou que o desaforamento foi uma decisão justa, por se tratar de um caso muito “clamoroso”, que tinha animosidade da população, com vítimas que eram da cidade.


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