Vida Urbana

85 pessoas são agredidas por animais

Estatísticas do Trauma informam que em 210 238 vítimas deram entrada na unidade de ataque de animais.



Francisco França
Francisco França

Um total de 85 pessoas foram agredidas por animais, entre janeiro e julho deste ano, conforme as estatísticas do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Em 2010, foram 238 vítimas que deram entrada na unidade em decorrência de ataque de animais, principalmente cães.

As estatísticas do hospital não revelam quais animais lideram o ‘ranking da violência’, mas os ataques de cachorros são os mais comuns. No final de junho, em João Pessoa, um homem de 40 anos, Wellison Correia Simões, morreu ao ser atacados por seus próprios cães, dois pit bulls. Em julho, uma mulher e uma criança de 3 anos foram atacadas por cachorros, no bairro do Castelo Branco, na capital. No último mês de setembro, um menino de oito anos e o primo de 27 anos também foram feridos por pit bull, no bairro das Malvinas, em Campina Grande.

Conforme o veterinário Felipe Eduardo da Silva, não se pode dizer que há raças de cães mais violentas. Na verdade, algumas se enquadram no grupo de cachorros de guarda, porque são de porte médio para grande, com mais força na mordida e temperamento para guardar o ambiente. Contudo, a domesticação é que interfere diretamente na ‘personalidade’ do animal, se mais dócil ou violento. “O pit bull não se encaixa nessa categoria, mas muitas vezes é criado como violento. Ele é classificado no grupo dos terriers, que são cães de caça e mordida”, detalhou o especialista.

Felipe enfatizou, ainda, que independente do porte do animal, o importante é que ele passe por um adestramento, para evitar incidentes. “Embora doméstico, o cão ainda tem instinto de matilha (grupo de vários de cães), então quando ele chega em uma residência, ele entende como se fosse uma nova matilha e quer ver quem lidera. Se o dono demonstra medo, insegurança, o animal passa a dominar o terreno. Todo proprietário tem que mostrar quem comanda, tem que se impor. Isso não significa usar de violência”, orientou o veterinário.

Outro ponto é prestar atenção ao tipo de brincadeira feita com o animal. Se quando filhote, o dono o estimula com brincadeiras de morder, pular, atividades agressivas, ele vai crescer aprendendo isso. “Quando ele começar a adquirir força, esse hábitos podem gerar acidentes”, alertou o veterinário. Além disso, as demais práticas que devem ser adotadas são as rotineiras, como dar ao animal assistência regular com um veterinário, pois ele pode ter alterações de comportamento em decorrência de dor, estresse.


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