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Professor de física lista características das provas do PSS

Marina Magalhães, do Jornal da Paraíba O cotidiano está para a prova de matemática, assim como a interdisciplinaridade está para a de física. Segundo o professor Gustavo Assad, que ministra aulas desta disciplina nas turmas de 3º ano e cursinhos de várias escolas particulares da capital, mesmo com uma série de tentativas do PSS em […]




Marina Magalhães, do Jornal da Paraíba

O cotidiano está para a prova de matemática, assim como a interdisciplinaridade está para a de física. Segundo o professor Gustavo Assad, que ministra aulas desta disciplina nas turmas de 3º ano e cursinhos de várias escolas particulares da capital, mesmo com uma série de tentativas do PSS em adotar provas temáticas sobre o assunto – como “física e cotidiano”, por exemplo, aplicada no ano passado – ainda falta aprofundar a abordagem da matéria no dia-a-dia dos candidatos.

“A banca de professores que elabora as provas do PSS 1 poderia trazer mais para a realidade a abordagem da cinemática, termodinâmica, conservação de energia e do movimento linear. No PSS 2, a ‘física na cozinha’ também poderia ser bem mais explorada, através da panela de pressão e das máquinas frigoríficas e geladeiras com enfoque nas trocas de calor. Já para as provas do PSS 3, existe a possibilidade de trabalhar os circuitos elétricos de uma forma geral, com as instalações residenciais, os efeitos magnéticos e os conceitos estáticos e hidroestáticos, como o aumento da pressão no corpo ao submergir de uma piscina, ou o uso das alavancas das maçanetas e dos abridores de garrafas”, comenta Assad.

O professor de física defende que este tipo de abordagem aproxima os estudantes da disciplina, já que eles estão em contato diário com o assunto ao realizar as atividades corriqueiras. “Ações simples como colocar uma pedra de gelo em um copo com água já carrega um conceito de física, assunto que, aliás, foi abordado recentemente no Reuni”, lembra Gustavo Assad, reforçando que as provas dos dois processos seletivos são preparadas pela mesma instituição.

Porém, enquanto as provas do PSS ainda vão se aproximando deste cotidiano, o professor listou exclusivamente para o JORNAL DA PARAÍBA a tendência para as avaliações de física das três séries. Na primeira, a abordagem mais comum em relação às provas anteriores é sobre os vetores unitários, assim como questões envolvendo as Leis de Newton, conservação de energia e de quantidade de movimento. A interdisciplinaridade também deixa a sua marca no estudo das funções de 1º e 2º graus e nos gráficos.

“A cinemática, principalmente a escalar, vem sendo esquecida ou abordada com superficialidade. Trata-se de um assunto vasto, exigido na relação de conteúdo da Coperve, que demanda muito tempo em sala de aula e horas de estudo dos alunos em casa”, lamenta Assad.

Enquanto isso, as provas da 2ª série ressaltam as questões simples de dilatação térmica e de ótica. “Mas acredito que a refração da luz seja o conteúdo de maior importância no que diz respeito à quantidade de fenômenos que podem ser explorados, como fibra ótica, miragem e dispersão luminosa”, explica. Assad também afirma que a Termodinâmica e o estudo dos gases também são questões sempre presentes nas provas. “É importante que o aluno lembre dos gráficos das transformações gasosas e de suas propriedades, bem como a primeira e a segunda lei da termodinâmica”, revela, acrescentando a abordagem de questões de movimento harmônico simples (MHS) e onda.

“Calorimetria não tem sido um assunto muito explorado no levantamento dos últimos vestibulares. As trocas de calor e processos de propagação deveriam ser mais contempladas. Uma prova de vestibular tem condições de ter quase todo o conteúdo pedido”, afirma.

O professor avalia as provas do PSS 3 como as mais desenvolvidas e estruturadas, classificando-as como “impecáveis” por abordar quase todos os assuntos citados no programa. A tendência, segundo ele, é que as questões sejam distribuídas entre temas como eletroestática, eletrodinâmica, magnetismo, estatística, hidroestática e uso de gravitação.

“Sentia-se a falta de assuntos como indução eletromagnética que andava meio esquecido, mas voltou a ser retomado nas últimas provas. O nível das questões, de uma forma geral, tem sido bastante alto, sobretudo quando diz respeito a temas como gravitação, eletroestática e estatística”, avisa.


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