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Para Edgar Malagodi, Lei da Ficha Limpa devia até levar para cadeia

"Políticos que ficam falando que querem ser julgados pelo povo estão é avacalhando com a legislação", disparou o candidato do Psol ao Senado, em entrevista à 101 FM.



Maurício Melo
Maurício Melo

Maurício Melo

Edgar Malagodi (PSOL) participou nesta quinta-feira (9) da segunda rodada de entrevistas na rádio 101 FM com candidatos ao Senado Federal da Paraíba. Para ele, é preciso que a polícia e a justiça trabalhem mais para garantir que não aconteçam crimes eleitorais até as eleições de outubro. Ele chamou atenção para o fato de que candidatos à reeleição podem acabar fazendo uso indevido da máquina.

Segundo ele, em período eleitoral é muito comum acontecer de empresários e candidatos usarem todo o poder econômico para ganhar votos. "É uma pena que cidades onde faltam recursos para tudo acabem pagando o preço com a poluição sonora, visual e até de lixo espalhado pelas ruas", disse.

Para ele, o Ministério Público deveria deixar os escritórios e aumentar as fiscalizações contra crimes eleitorais. "Não posso eu mesmo parar minha campanha e sair por aí fotografando os crimes que vejo. Até porque isso pode gerar uma situação de violência. Por isso é que o MP e a Polícia é que devem cuidar disso."

Questionado a respeito da legislação eleitoral, Malagodi afirmou que há muito a mudar, mas que é preciso aplicar o que já está na lei que nos temos agora. "A Lei da Ficha Limpa deveria punir e ainda botar na cadeia a quem é condenado pelos nossos tribunais. Esses políticos que ficam falando que querem ser julgados pelo povo estão é avacalhando com a legislação".

Ainda falando sobre campanha eleitoral, Edgar disse que é preciso mudar muito. "Essa história de Cássio, Efraim e outros aparecerem beijando as criancinhas, isso é apelar para a emoção. Hitler (o famoso ditador nazista) já usou esse tipo de campanha de emoção. Isso é para não de discutir as ideias e as propostas. Vamos tentar mostrar à população que temos que seguir outro caminho."

Pingue Pongue

No momento de respostas rápidas do programa, Edgar Malagodi disse ser a favor do casamento civil entre homossexuais, a adoção de crianças por casal de pessoas do mesmo sexo e a criminalização da homofobia. É contra a diminuição da maioridade penal, a pena de morte, a castração química de estupradores, mas é a favor da legalização aborto.

Disse ainda ser contra a terceirização de presídios, a legalização de drogas e a legalização bingos. E a favor do fim do porte de armas, do fim do voto obrigatório, do fim da reeleição, do financiamento público de campanhas, da redução da jornada de trabalho e da fidelidade partidária com uma janela de um ano antes da eleição para mudança de partido.

Atualizada às 14h33


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