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Marcos Dias chama Ricardo Coutinho de Robin Hood às avessas

Candidato do PSOL promete governo participativo e diz que trará para João Pessoa modelo de governo idealizado pela "grande líder" Heloísa Helena.



Phelipe Caldas
Phelipe Caldas
Marcos Dias destaca

Phelipe Caldas

O candidato do PSOL a prefeito de João Pessoa, Marcos Dias, foi nesta quarta-feira (3) o segundo a ser entrevistado na série organizada pela rádio 101 FM com todos os postulantes ao cargo máximo do executivo municipal. Ele disse que irá propor um “governo participativo” e que pretende apresentar em João Pessoa um projeto político que em nível nacional é administrado pela “grande líder Heloísa Helena” (fundadora e atual presidente nacional da legenda). Ao longo da entrevista ele fez também algumas críticas ao atual prefeito e disse que Ricardo Coutinho era uma espécie de Robin Hood às avessas.

Sobre uma futura gestão do PSOL, Marcos Dias disse que o prefeito não pode governar sozinho e que por isso é necessário descentralizar a gestão. Como sendo uma pessoa que vem da periferia, ele enfatizou que vai trabalhar também por estes bairros e não irá se resumir ao centro da cidade.

Ao falar de sua origem ideológica, Dias frisou a “filosofia marxista” de sua formação, e destacou o líder comunitário Joás Antônio Ribeiro, do Castelo Branco, que seria o responsável por importantes discussões de ordem política em sua juventude. Ele voltou a citar Heloísa Helena e lamentou o fato do presidente Lula ter se desvirtuado ao chegar ao poder.

Com relação à Câmara Municipal de João Pessoa, o candidato disse que o poder hoje em João Pessoa não tem independência, mas prometeu que em sua gestão será diferente. Ele disse que as casas legislativas devem trabalhar por propostas para o crescimento da cidade e deu o exemplo da cobrança do IPTU para ilustrar o que dizia.

“Por que ninguém na Câmara cria uma lei proibindo a cobrança do imposto mesmo para quem não tem condições financeiras?”, indagou, aproveitando para criticar Ricardo por ser implacável com os pobres e benevolente com os grandes.

Marcos Dias falou também em corrupção e disse que enquanto prefeito vai recorrer a entidades externas como OAB e Focco para fiscalizar os gastos na administração municipal. Para o povo, ficaria facultado a participação em conselhos representativos, que também serviriam como mecanismo de fiscalização.

Em tom contundente, o candidato criticou ainda as propostas de todos os seus concorrentes em relação às políticas de trânsito para João Pessoa. “Com algumas variáveis, todos falam sempre a mesma coisa, privilegiando o Centro em detrimento dos bairros. Nós iremos desenvolver os bairros periféricos, a fim de desafogar a parte central da cidade”, destacou.

Na área de turismo, ele destacou o grande potencial de João Pessoa e criticou ao fato dele não estar sendo devidamente explorado pelos gestores de João Pessoa. “Precisamos divulgar João Pessoa para fora do Estado, a fim de atrair cada vez mais turistas à cidade”, completou.

Para ele, é importante promover eventos de grande porte e criar estrutura capaz de sediar estas programações culturais. Além disto, ele defendeu cursos de profissionalização e capacitação de pessoas para serem absolvidas no setor.

Sobre a área de orçamento público, ele disse que irá definir 100% do gastos a partir de plenárias com o povo de João Pessoa e criticou o fato de atualmente apenas 1% dos gastos serem definidos pelo povo. Dias diz que esta é uma forma de trazer maior democracia e transparência para a gestão municipal e lembrou que é importante as pessoas conhecerem as despesas e as receitas da cidade.

Por fim, Marcos Dias falou de seus projetos para resolver o problema da falta de empregos. Classificando o problema como caótico em João Pessoa, ele prometeu apostar no cooperativismo para dar trabalho a todos que no momento não tiverem emprego. “Precisamos remediar esta questão dura”, destacou, completando que em sua gestão dará “tratamento diferenciado” aos trabalhadores informais de João Pessoa.


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