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Concursos são prioridade, diz Isaac Newton

Terceiro Sabatinado em Patos condenou por completo a existência de cargos comissionados na política.



Phelipe Caldas
Phelipe Caldas
Isaac Newton foi o terceiro entrevistado em Patos

Phelipe Caldas
Enviado especial em Patos

O terceiro entrevistado da manhã de sabatinas desta quinta-feira (7), realizada em Patos pela Rede Paraíba com os candidatos a prefeito da cidade, foi o professor Isaac Newton, que desde o início de sua fala colocou como prioridade absoluta de sua gestão a realização de concursos públicos para acabar por completo com os cargos comissionados no município.

Evocando sempre Deus e se dizendo a serviço dele, o candidato disse que a presença de cargos comissionados na política é uma nova forma de escravidão, pelo fato do trabalhador ser cobrado no período eleitoral. “Ou a pessoa faz campanha para o candidato ou é demitido. Eu quero chegar para o funcionário público e dizer que ele é livre, por ter conquistado com méritos próprios seus empregos”, destacou.

Na discussão de temas sorteados, o primeiro abordado foi o turismo. Ele defendeu a realização de festas populares e a diversificação dos tipos de eventos a serem realizados.

Em relação ao desemprego (outro tema sorteado), ele falou da “corja de políticos” que fazem a “política do atraso”, obrigando os trabalhadores a se humilharem para ir atrás de empregos. “Os prefeitos só querem ajudar seus amiguinhos”, frisou. Sua aversão aos cargos comissionados é tão grande que ele prometeu acabar com os cargos de subsecretários e disse que só não realizava concurso público para secretário porque a lei não permitia.

O outro tema discutido foi a cultura, e nesta área ele defendeu incentivos para o artesanato, e citou o prefeito pessoense Ricardo Coutinho para dizer que tem condições de trabalhar pela cidade. “Se o político não levar o dinheiro para casa, dá para fazer”, garantiu.

Sobre a questão do funcionalismo público, ele voltou a prometer o fim dos cargos comissionados em Patos e disse que vai realizar concursos na cidade.

Mais um sorteio, e o assunto da vez foi agricultura. Ele criticou as inúmeras promessas feitas pelos políticos patoenses nos últimos vinte anos, que falavam em fazer agricultura familiar, mas que nunca fizeram nada na prática.

Já sobre corrupção, ele foi enfático ao dizer que não acredita que ela acabe no Brasil. E acabou citando o senador Cícero Lucena para defender sua tese. “Se o prefeito confraria foi eleito senador, o que mais podemos esperar?”, questionou. Para ele, o exemplo de honestidade que deveria ser seguido pelos demais políticos é o ex-governador Antônio Mariz.

Sobre a saúde, ele se resumiu a dizer que irá priorizar esta área em sua gestão, e no quesito segurança (último item sorteado) ele disse que não irá esperar a ajuda estadual para agir. “É bom ser ajudado, mas se o Governo do Estado não fizer nada não iremos esperar”, declarou.

Em suas considerações finais, ele se disse satisfeito com a campanha e mandou um recado para os adversários: “Nenhum político safado ou vagabundo vai me calar”, concluiu.


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