Política

TJ realiza reunião para discutir violência contra a mulher

Em apenas quatro meses 21 mulheres foram assassinadas na Paraíba.




O aumento dos índices de violência contra a mulher verificado nos primeiros seis meses de 2012 motivou o Tribunal de Justiça a convocar uma reunião com a participação das juízas dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de João Pessoa e Campina Grande e representantes do Ministério Público. Foram convidadas também a Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana e as delegacias especializadas da mulher.

A reunião será realizada nesta quarta-feira (27), às 11h, no gabinete da presidência do TJPB e foi convocada pela desembargadora Fátima Bezerra, que está respondendo pela vice-presidência da Corte. Ela observou que vem acompanhando os índices e os percentuais do mapa da violência contra a mulher, em especial no Estado da Paraíba e, apesar do esforço que tem sido empreendido pelos poderes constituídos, bem como pelas entidades representativas, esses números crescem e preocupam.

Lembrou do esforço do Tribunal de Justiça, na gestão do desembargador Abraham Lincoln, que nos últimos meses implantou dois juizados especiais de proteção à mulher nos dois principais centros do Estado.

A magistrada disse que o objetivo da reunião é discutir o enfrentamento à situação e alertar para a gravidade do problema que aflige a mulher e reflete na sociedade. É preciso que haja a unidade de todos os segmentos representativos. Em suas palestras a desembargadora tem advertido para a situação, conclamando para uma reflexão a respeito do tema. Lembrou que a cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil, e elas precisam reagir junto com os segmentos de apoio. “O Judiciário está disponibilizando os meios e é preciso crer na Justiça, divulgar a Lei Maria da Penha e denunciar agressões às mulheres”, afirmou.

De acordo com os números levantados pelo Centro da Mulher 8 de Março, em apenas quatro meses, 21 mulheres foram assassinadas na Paraíba. Esse número representa quase 50% do total de crimes que foram registrados ano passado quando 44 mulheres foram mortas. Para a desembargadora essa é uma situação que não pode persistir “A mulher não pode ser violentada e agredida, principalmente em seu ambiente familiar, e ficar impotente, sem reagir. É preciso que perca o medo, pois existem mecanismos para protegê-la”, alertou.


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