Política

Temer deve antecipar nomeações de ministros no TSE para evitar cassação

Presidente tentar melhorar placar contra relatório de Herman Benjamin. 




O presidente Michel Temer (PMDB) deve antecipar a nomeação do jurista Admar Gonzaga como sucessor do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves, que encerra o mandato no próximo dia 16 de abril. O peemedebista também deverá definir logo o substituto da ministra Luciana Lóssio, que deixará o TSE no dia 5 de maio. A estratégia é ampliar o placar de votos contrários à cassação da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer na eleição de 2014.

A tensão do Planalto é que auxiliares de Temer dão como certo que o relator do processo, Herman Benjamin, pedirá a cassação do mandato de Temer e a inelegibilidade de Dilma, sob o argumento de que a chapa PT-PMDB cometeu abuso do poder político e econômico. A análise do processo deverá ser iniciada na próxima terça-feira (4). 

Na composição do Tribunal, com sete integrantes, o governo conta hoje como certos apenas os votos de três ministros – Gilmar Mendes, Luiz Fux e Napoleão Nunes. Os votos de Rosa Weber e Luciana Lóssio são considerados uma "incógnita". 

Pela ordem no TSE, Admar Gonzaga deve ser o primeiro a apresentar seu voto e poderia pedir vista do processo, o que favoreceria o presidente. Já o jurista Tarcísio Vieira, que deve ser nomeado por Temer para o posto de Luciana Lóssio, não há informações sobre seu posicionamento sobre o caso. 


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