Política

'Se a curva não começar a cair ou a ocupação dos leitos chegar a 90%, vamos endurecer as medidas', diz João

Ele afirmou que não tem problema em assumir a responsabilidade por ‘confinamento’ nas cidades.




Governador esteve reunido com os prefeitos da Grande João Pessoa nesta sexta-feira (8). Foto: Divulgação/Secom-PB

Durante a reunião com os prefeitos da Grande João Pessoa nesta sexta-feira (8), o governador  da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), ‘subiu o tom’. Ele afirmou que, caso a curva de casos do novo coronavírus não comece a baixar ou a ocupação dos leitos de internação chegue a 90%, medidas restritivas ainda maiores serão tomadas, principalmente na Região Metropolitana da capital.

“Se a curva não começar a cair ou a taxa de ocupação chegar aos 90%, vamos tomar medidas ainda mais duras, seja lá com que nome for, pois o nome é o que menos interessa neste momento. O que interessa é que é preciso diminuir o fluxo de deslocamento das pessoas, pois evitando isso, conseguimos evitar a contaminação”, disse.

Um novo debate será realizado neste sábado (9), novamente com representantes das prefeituras de João Pessoa, Santa Rita, Bayeux, Cabedelo e Conde, além das secretarias de Segurança, Saúde, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP).

Sobre o chamado ‘lockdown’, expressão em inglês que significa fechamento total ou confinamento, João deu a entender, durante entrevista à CBN João Pessoa, de que existe um receio por parte de alguns prefeitos em tomar essa medida. Segundo ele, a responsabilidade de decretar esta situação será assumida pelo Governo do Estado.

“Não tenho problema nenhum em tomar uma medida como lockdown. Essa medida precisa ser tomada de forma conjunta e para valer para todos os municípios envolvidos, virá em forma de decreto pelo Governo do Estado”, afirmou.

 

Flexibilização

 

João Azêvedo também comentou sobre os debates em relação a flexibilização das medidas de isolamento social. Segundo ele, pela situação da Paraíba, ainda não há possibilidade para isso, por causa do cenário crescente no número de casos.

“Só se pode começar a pensar em flexibilização, após 14 dias de diminuição dos casos. É isso que está acontecendo em todos os lugares e aqui não pode ser diferente”, resumiu.


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