Política

Protesto contra Dilma reúne cerca de 2,5 mil pessoas em JP

Participantes do ato pediram a saída de Dilma, cobraram punições para atos de corrupção e criticaram o PT. Polícia Militar disse que o movimento foi pacífico.



Diogo Almeida
Diogo Almeida

A manifestação contra a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governo federal reuniu cerca de 2,5 mil pessoas em João Pessoa, neste domingo (15), segundo dados da Polícia Militar. Os participantes do ato pediram a saída de Dilma, cobraram punições para atos de corrupção e criticaram o Partido dos Trabalhadores (PT) .

O ato, organizado pelas redes sociais, aconteceu no Busto de Tamandaré, divisa entre as praias de Cabo Branco e Tambaú. Os primeiros manifestantes chegaram ao local pouco depois das 15 horas. Eles ficaram concentrados no local por cerca de três horas e depois saíram em caminhada pela Avenida Almirante Tamandaré.

Vestidos predominantemente de verde e amarelo, os manifestantes traziam cartazes contra a presidente Dilma e o PT, citavam a corrupção na Petrobras e pediam o impeachment da chefe do Executivo. Durante a manifestação, várias pessoas se revezaram em discursos inflamados no trio elétrico. Uma faixa pedindo intervenção militar chegou a ser colocada no Busto de Tamandaré.


Manifestantes se vestiram de verde e amarelo e levaram bandeiras do Brasil ao protesto (Foto:Kleide Teixeira)

Apesar dos organizadores tratarem o movimento como apartidário, alguns políticos compareceram ao evento. Entre eles o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), os deputados estaduais Camila Toscano (PSDB) e Dinaldo Filho (PSDB) e o ex-senador Cícero Lucena (PSDB). Outro que marcou presença foi o arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto. O religioso disse que estava protestando como cidadão e não representando a igreja.

Alisson Novais, representante do movimento Brasil Livre na Paraíba, um dos organizadores da manifestação disse que o evento alcançou o objetivo. “Superamos a expectativa, o pessoal atendeu massivamente ao chamado.

A Polícia Militar confirmou que o protesto foi pacífico. Um efetivo de 200 policiais fez a segurança do evento, que contou também com o apoio do helicóptero da corporação.

Dilma defende a ‘livre manifestação’

No sábado (14), a presidente Dilma Rousseff publicou em sua página no Facebook um vídeo em que defende o direito de “livre manifestação” da população. A gravação foi feita em entrevista coletiva após a entrega de casas no Acre, na quarta-feira (11).

“Sou de uma época em que não era possível se manifestar, não. As pessoas que se manifestavam iam diretamente para a cadeia ou eram chamadas de subversivas, ou de nomes piores. Eu acredito que uma das maiores conquistas do nosso país foi a democracia”, disse a presidente.

Lembrando as manifestações de 2013, Dilma disse que só não se pode aceitar atos de violência durante os protestos. “Não tenho o menor interesse, o menor intuito, nem tampouco o menor compromisso, com qualquer processo de restrição à livre manifestação neste país. Nós temos o direito de manifestar, nós não temos o direito de ser violentos. Nós sabemos que isso não pode acontecer”, pontuou.


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