Política

Prisão do ex-presidente Lula foi o assunto mais comentado em rede social na última semana

Relatório da FGV mostra que outros pré-candidatos a presidência cresceram nas redes sociais com a prisão de Lula.




Lula

A prisão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva não apenas dominou o noticiário nacional, mas também as redes sociais. De acordo com o relatório da Diretoria de Análise de Políticas Públicas (DAPP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicado nesta sexta-feira (13), entre o dia 4 de abril e esta quarta-feira (11) foram dados mais de 5,6 milhões menções sobre o assunto. Maior parte dos twitters cobram isenção da Justiça, enquanto Boulos e Eduardo Bolsonaro polarizam disputa entre direita e esquerda.

>>> Confira o relatório completo da Fundação Getúlio Vargas

O relatório mostra que as mensagens podem ser agrupadas em três campos. O primeiro deles o de esquerda, mostra que pré-candidato a presidente da República pelo PSOl Guilherme Boulos foi o mais favorecido. “O ator que obteve maior destaque no debate associado ao nome de Lula, no Twitter, foi Guilheme Boulos e, em menor medida, Manuela D’Ávila”, diz o relatório.

No campo da direita, o destaque foi o deputado Federal Eduardo Bolsonaro, filho do pré-candidato a presidência pelo PSL Jair Bolosonaro. Ainda foram citados Geraldo Alckimn (PSDB) e João Amoedo (Novo).

No entanto, o maior volume de menções estão concentradas em um terceiro campo, que reúne twittes não alinhados aos polos do debate. “Foi marcado pelo discurso de cobrança de isenção da Justiça, cobrando a punição também a atores de outros grupos políticos”, aponta o relatório DAPP.

Mapa de interações

O relatório da FGV faz uma mapa de interação, que é formado por 334.403 retuítes que tiveram relação entre Lula e algum ator político monitorado. O gráfico mostra a formação de um grupo claramente em defesa de Lula, tendo Guilherme Boulos como destaque.

Em oposição a Lula aparece o candidato Jair Bolsonaro. “Bolsonaro aparece de forma marcada tanto como opção de parte da direita para a eleição, como também com forte sentimento de rejeição pela esquerda e parte do centro”, mostra o relatório.

Outros atores da política brasileira também foram relacionados a Lula em menções na rede sociais. Foram eles Alckmin (PSDB), Aécio Neves (PSDB) e Michel Temer (MDB) que “aparecem principalmente em menções que os chamam de corruptos”.

“Os três políticos são usados tanto pela direita quanto pela esquerda para tecer suas linhas argumentativas. Na esquerda, a liberdade dos três indicaria um viés de seleção do Judiciário, endossando a narrativa de que existiria uma perseguição à esquerda. Na direita, os três aparecem como próximos passos necessários a serem dados pelo Judiciário para o combate à corrupção no país”, explica o relatório da FGV.

Debate no Facebook

No Facebook, Boulos e Manuela novamente permaneceram entre os atores políticos com maior volume de interações, em articulação a seguidores e a engajamentos feitos pela página de Lula, que impulsionou as páginas de ambos.

“A presença ao lado do petista em São Bernardo do Campo e as manifestações de apoio a Lula ampliaram as bases de Manuela (principalmente) e de Boulos na rede social, deixando-as mais próximas do grupo de perfis que interagem regularmente com Lula de forma positiva. A deputada do PC do B está solidificada no “grupo de cima” dos atores políticos no Facebook, junto a Lula, Bolsonaro, Alvaro Dias e João Amoêdo”, aponta a FGV.


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