Política

Presos na Operação Calvário passam por audiência de custódia e seguem presos, inclusive deputada Estela

Juiz manteve prisão da deputada porque não recebeu comunicação oficial relacionada à decisão da Assembleia.




Audiência de Custódia de Estela Operação Calvário (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Audiência de Custódia da deputada Estela Bezerra, presa na Operação Calvário (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Os presos na 7ª fase da Operação Calvário passaram por audiência de custódia na Justiça da Paraíba nesta quarta-feira (18) e todos seguem presos, inclusive a deputada Estela Bezerra. A decisão do juiz Adilson Fabrício, na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba, foi a de manter a deputada presa porque até o fim da audiência ele não recebeu comunicação do desembargador sobre sua soltura. Os deputados estaduais decidiram, ainda na noite de terça-feira (17), revogar a prisão da parlamentar.

Estela segue para cela especial no presídio Júlia Maranhão, para onde também foi encaminhada a prefeita do Conde, Márcia Lucena (PSB). Já o advogado Francisco das Chagas, o ex-secretário Waldson de Souza, o ex-secretário executivo de Educação José Arthur Viana, o ex-procurador do Estado, Gilberto Carneiro, Coriolano Coutinho, Vladmir dos Santos Neiva e Bruno Miguel Teixeira foram encaminhados para a Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler Cantalice, mas eles devem ficar em celas separadas para que não haja nenhum tipo de comunicação.

Veja a cobertura completa da Operação Calvário

Situação de Estela

A decisão foi tomada pela maioria dos deputados, em votação secreta, seguindo um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite aos legislativos estaduais revogarem prisões de membros das Casas, No entanto, essa decisão deve ser comunicada ao desembargador Ricardo Vital e na sequência ao juiz de custódia.

Dos 17 mandados de prisão expedidos nesta sétima fase da Operação Calvário, realizada na terça-feira (17), 13 foram cumpridos, sendo nove deles na Paraíba. Foram dois no Rio Grande do Norte, uma no Rio de Janeiro e uma outra no Paraná.

Principal alvo da operação, o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) segue com mandado de prisão em aberto. Fora do país, ele disse que vai antecipar a volta ao Brasil para provar  a inocência, mas não informou quando fará isso.


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