Política

Presidente da Cagepa usa dívidas para justificar reajuste da tarifa de água

Em sessão especial na Assembleia Legislativa, Deusdete Queiroga disse que a Cagepa tem um déficit mensal de R$ 6 milhões e que sem o reajuste a situação da companhia ficaria inviabilizada.



Arquivo Paraíba1
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Deusdete Queiroga participou de audiência na AL

Jhonathan Oliveira

O presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, participou de uma sessão especial na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (25). Ele foi prestar esclarecimentos aos deputados sobre a situação econômica da empresa e os motivos para aplicação de um reajuste de 16,93 % na tarifa de água do Estado. O presidente justificou que o último aumento aconteceu há três anos e que agora ele se fez necessário para tentar recuperar o equilíbrio das finanças da companhia. De acordo com Deusdete, a Cagepa tem um déficit de R$ 6 milhões mensais.

Deusdete disse que a nova tarifa vai vigorar a partir do dia 1° de junho. Segundo o presidente, se o reajuste não fosse aplicado o funcionamento da companhia ficaria inviabilizado. “Sem esse reajuste a Cagepa poderia fechar as portas”, disse. Sobre o valor de 16,93%, Deusdete destacou que ele está abaixo dos índices inflacionários dos últimos três anos.

Durante sua fala Deusdete também destacou que quando assumiu a Cagepa encontrou um montante de dívidas que passavam de R$ 340 milhões. Ele disse que em função do déficit de R$ 6 milhões esse valor aumentou. “Não tenho os números específicos, mas essa dívida deve estar maior porque o déficit continua”, completou.

Por outro lado, Deusdete disse que a Cegepa tem contas a receber que somam mais de R$ 200 milhões. Segundo ele, são R$ 112 milhões da iniciativa privada e o restante são de poderes públicos.“A nossa estimativa é que até o final do ano, nós consigamos arrecadar o suficiente para pagar as despesas da Cagepa”, ponderou.

O presidente também assumiu que atualmente a Cagepa não presta bons serviços para a população paraibana. Ele ressaltou que a quantidade de água que é tratada pela companhia não é suficiente para atender o abastecimento diário. “Eu estaria mentindo se dissesse que a Cagepa presta um bom serviço aos moradores”, disse.
 


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