Política

Prefeitura de Campina Grande antecipa três feriados para conter avanço da Covid-19

‘Megaferiado’ vai acontecer entre o sábado (30) e a quarta (3). A taxa de ocupação de leitos está em 61,56%




Imagem: Secom/PMCG

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD) anunciou na tarde desta segunda-feira (25) novas medidas restritivas para tentar frear o aumento no número de casos de Covid-19 na cidade e em toda a região. Entre as determinações, está a antecipação do feriados de Corpus Christi, datado em 11 de junho, São João, 24 de junho, e Dia de Finados, 2 de novembro, para as próximos segunda (1º) terça (2) e quarta-feira (3). Somados ao sábado (30) e ao domingo (31), a cidade terá um ‘megaferiado’ de cinco dias, com uma perspectiva de ampliação do isolamento. Neste período. os serviços não essenciais deverão suspender todas as atividades.

No ‘feriadão’ antecipado, ou seja, do sábado (30) até a quarta-feira (3), o serviço de transporte público oferecidos pela Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) será suspenso, e as atividades da Feira Central e dos demais mercados públicos da cidade também deverão ser paralisadas, principalmente nos dias de maior movimento, como o sábado.

Segundo Romero, mesmo com a antecipação dos feriados, o calendário litúrgico das igrejas irá se manter nas datas oficiais, e as celebrações religiosas poderão ser feitas nas datas previstas de maneira online. Apenas o setor alimentício e farmacêutico, considerados extremamente essenciais, poderão funcionar normalmente durante o feriado.

“Conseguindo cumprir rigorosamente o isolamento nesses cinco dias, conseguiremos frear essa curva de crescimento da Covid-19. Sabemos que ela (a curva) cresce, se estabiliza, e depois regride. Esperamos que possamos conseguir atenuar o crescimento e voltar com toda a força. Contamos com a ajuda da população.”, comentou Romero Rodrigues.

Além das medidas de restrição, Romero também anunciou que as aulas da rede municipal de ensino, previstas para retornarem no próximo dia 1º de junho, só devem retornar no início do mês de julho. Mas, nenhuma data foi especificada.

 

Ocupação de leitos

 

A Prefeitura também anunciou que fará uma requisição administrativa de um andar completo, com 45 leitos, do Hospital da Clipsi, localizado no Centro da cidade. Dos leitos requeridos, 35 são de enfermaria e 10 são de UTI, devidamente equipados com respiradores. O acesso de pacientes com Covid-19 à unidade será feito pela Avenida Floriano Peixoto, com o objetivo de isolar o atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus das demais alas da unidade.

Nesta segunda (26), a ocupação de leitos de hospitais de Campina Grande está em 61,56% oscilando da seguinte maneira:

  • Hospital Pedro I: 83,33% dos leitos ocupados;
  • Hospital da Criança e do Adolescente: 17,14% dos leitos ocupados;
  • Maternidade do Isea: 48% dos leitos ocupados;
  • Hospital Universitário Alcides Carneiro: 50% dos leitos ocupados;
  • Clínica Santa Clara (particular): 45% dos leitos ocupados;
  • Hospital Antônio Targino (particular): 56% dos leitos ocupados;

O Hospital de Campanha, instalado no complexo do Hospital Pedro I, ainda não recebeu pacientes. A previsão era de que a unidade começasse a atender infectados pelo novo coronavírus na última sexta-feira (22), mas de acordo com a prefeitura, a instalação do sistema de oxigênio só foi concluída no final de semana, e agora a previsão é de que nesta terça (27) os primeiros pacientes comecem a ser atendidos.

 

Tratamento

 

Romero Rodrigues voltou a defender o uso da hidroxicloroquina para o tratamento de pessoas com Covid-19, e explicou que na UPA do Alto Branco, a substância já tem sido utilizada em pacientes que apresentam os primeiros sintomas da doença. No entanto, segundo ele, a prescrição do medicamento é condicionada à permissão do paciente, que assina um termo de autorização, e do médico, que indica a necessidade ou não da medicação para o quadro clínico. A prefeitura também informou que está adquirindo mais remédios utilizados no tratamento da Covid-19, mas não especificou quais.

 

Planejamento alinhado

 

Ainda segundo Romero Rodrigues, a prefeitura tem dialogado com os demais gestores das 69 cidades que compõem a segunda macro região da saúde, e que têm Campina Grande como referência para tratamento, para tentar alinhas as medidas restritivas que objetivam conter a disseminação do novo coronavírus na região. Até esta segunda (26), pacientes de pelo menos 12 cidades vizinhas estão internados em hospitais de Campina Grande.

Sob supervisão de Jhonathan Oliveira* 


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