Política

PMDB lança candidatura própria como solução para racha interno

Com partido dividido entre Cartaxo e Ricardo Coutinho, Maranhão coloca nome para 2018. 



Angélica Nunes
Angélica Nunes

Após três adiamentos, as principais lideranças do PMDB se reuniram na manhã desta segunda-feira (27), na sede do partido, em João Pessoa, para deliberar sobre o futuro da legenda. Sem chegar a uma consenso sobre o racha provocado nas eleições municipais do ano passado, a tese apresentada é de candidatura própria para o governo do estado, com o nome do senador José Maranhão, presidente estadual do PMDB, como o mais cotado.

A reunião havia sido convocada para que o partido avaliasse a divisão interna entre os peemedebistas que mantiveram a aliança com o governador Ricardo Coutinho (PSB), nas eleições 2016, como o senador Raimundo Lira e o deputado federal Veneziano e estadual Nabor Wanderley, embora o partido tivesse rompido com o PSB para apoiar a reeleição do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), com o então deputado Manoel Junior (PMDB) como vice-prefeito. Para as eleições de 2018, tanto Cartaxo deve sair candidato quanto Ricardo deve lançar um sucessor para o governo.

Com relação às correntes internas do PMDB, Maranhão disse que o partido tem uma democracia e que nada impede a manutenção das alianças. “O PMDB está participando do governo de Luciano Cartaxo e não está mais participando do governo de Ricardo Coutinho porque ele quis impor condições que o PMDB não pôde aceitar. Se nós internamente temos a nossa democracia temos que preservá-la na relação com outros partidos”, justificou, completando que as convenções serão realizadas apenas em junho do próximo ano, quando o partido definirá as coligações.Apesar da manutenção da divisão interna, Maranhão saiu do encontro firme no próposito de que o PMDB tenha candidatura própria, ainda que isso resulte no rompimento com o prefeito. “A relação com Cartaxo vai continuar enquanto for possível continuar, evidente”, argumentou. 

Liberado para continuar aliado do governador, Raimundo Lira também saiu do enconro defendendo a candidatura própria, se for com o nome de Maranhão para o governo e o dele para o Senado. “O mais importante é o respeito à individualidade”, disse. 
 
Mesmo posicionamento de Veneziano, que tem a mulher, Ana Cláudia Vital do Rego, ocupando cargo de auxiliar da gestão de Ricardo Coutinho. O deputado prega a candidatura própria, “desde que se mantenha a unidade partidária”. 

 


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