Política

PF deflagra operação por crimes praticados pelo prefeito de Cruz do Espírito Santo

Pedrito é acusado de realizar empréstimos fraudulentos na Caixa com servidores do município.




Foto: divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Holerite, com objetivo de apurar irregularidades na concessão de empréstimos consignados a servidores municipais de Cruz do Espírito Santo,  no montante de aproximadamente R$ 5 milhões, com base em convênio firmado, em 2012, entre a instituição financeira e a Prefeitura.

A operação aconteceu em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e auxílio da Caixa Econômica Federal, para combater os crimes de corrupção ativa e passiva, no âmbito da Prefeitura de Cruz do Espírito Santo. Foram cumpridos três mandados de buscas e apreensão, expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 5 Região.

A operação contou com a participação de vinte policiais federais, sendo realizado o cumprimento de três mandados de busca e apreensão, na residência do investigado, em uma empresa, bem como na Prefeitura de Cruz do Espírito Santo.

A investigação iniciou com o objetivo de reprimir fraudes na obtenção de empréstimos consignados perante à Caixa Econômica Federal, por meio de contra-cheques ideologicamente falsos, mediante indicação de rendimentos superiores à renda efetivamente recebida pelos servidores. Desta forma, era possível aumentar a margem consignável dos empréstimos, gerando dívidas superiores ao permitido.

Com o aprofundamento da investigação, verificou-se que parte dos valores, na ordem de aproximadamente R$ 386,8 mil, foram sacados pelos servidores e repassados ao gestor municipal e ao correspondente bancário responsável pela operacionalização dos empréstimos.

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O prefeito de Cruz do Espírito Santo, Pedro Gomes Pereira, divulgou nota, na qual afirma que ficou surpreso com a operação da Polícia Federal. Ele disse que todas as informações solicitadas durante a investigação tinham sido repassadas, mas que jamais o município foi notificado para apresentar o contraditório.

A nota é finalizada com a afirmação do prefeito de que será demonstrada a inexistência de irregularidades pela prefeitura de Cruz do Espírito Santo, dentro do processo legal.

Os investigados responderão pelos crimes de falsificação de documento público, corrupção passiva, corrupção ativa  e estelionato, todos do Código Penal, cujas penas somadas ultrapassam 20 anos de prisão.

O nome da operação, Holerite, é uma alusão aos valores que saíam das contas dos servidores e eram entregues ao gestor municipal.

 

 

 


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