Eleições 2018

Parceria entre TSE e agências de checagem de fatos evitou fake news no 2º turno

Trabalho conjunto inédito detectou conteúdos suspeitos nas redes sociais.




Uma parceria inédita do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com agências de checagem de fatos (fact-cheking) evitou a disseminação de um conjunto expressivo de notícias falsas no último fim semana, véspera e dia da realização do segundo turno das eleições. Em artigo divulgado na segunda-feira (29), Cristina Tardáguila, diretora da Agência Lupa, informa que a parceria resultou na detecção de 50 conteúdos suspeitos nas redes sociais.

O trabalho coordenado permitiu a checagem dos conteúdos que, após a apuração realizada, foram classificados como falsos. As informações verdadeiras foram divulgadas nas redes pelas plataformas, por veículos parceiros e pelos órgãos da Justiça Eleitoral, entre eles o TSE, como contramedida para esclarecimento dos eleitores usuários das redes.

Para Cristina Tardáguila, os resultados da parceria surpreenderam. Segundo ela, os 50 conteúdos detectados em 48 horas de trabalho representaram uma média de mais de uma mentira por hora durante o fim de semana eleitoral. “O que mostra a dimensão do combate travado”, destaca a diretora em seu artigo.

A iniciativa coordenada iniciou-se logo após o primeiro turno das eleições, período que ficou marcado pelo grande número de notícias falsas, as chamadas fake news, disseminadas por diferentes meios, principalmente pelas redes sociais e por serviços de envio e troca de mensagens, a exemplo do WhatsApp.

Enfrentamento aberto e democrático

No último dia 22 de outubro, segunda-feira que antecedeu o fim de semana do segundo turno do pleito, o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições realizou, na sede do TSE, em Brasília (DF), uma reunião com representantes de agências de fact-checking, de redes sociais e de aplicativos on-line. Na ocasião, os convidados falaram sobre as iniciativas em curso e apresentaram sugestões sobre o combate à disseminação das fake news.

Ao final do encontro, as plataformas de fact-checking entregaram um documento com propostas objetivas para enfrentamento às notícias falsas no segundo turno das eleições de forma “aberta e democrática”.

Entre as sugestões feitas pelo grupo, figuravam a disponibilização, pelo TSE, de contato direto com especialistas da Corte nas áreas jurídica, tecnológica e de comunicação durante todo o fim de semana, além do estabelecimento de um canal centralizado para comunicação entre as agências e o Tribunal.

Também houve pedido para que fosse estabelecida uma rede eficiente de troca de dados e informações entre os checadores e assessores de comunicação do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais, os TREs. A ideia era exatamente dar agilidade aos fluxos informativos durante o pleito e, com isso, reduzir o tempo de resposta aos conteúdos falsos veiculados.

 


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