Política

Oposições se armam para o ano eleitoral em João Pessoa e Campina Grande

Pontos sensíveis das gestões dos prefeitos Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues devem ser usados como pano de fundo para os embates




Se para muitos o ano só começa quando acaba o Carnaval, para os vereadores que pretendem entrar na disputa por mais um mandato, nas eleições de outubro, a quarta-feira de cinzas é o pontapé inicial para apresentar a artilharia de guerra. As casas legislativas, sobretudo nas maiores cidades, em que corre o maior volume de receitas, como João Pessoa e Campina Grande, parlamentares das bancadas de oposição e situação prometem apimentar o debate. 

Até o pleito, pontos sensíveis das gestões do prefeito da capital, Luciano Cartaxo (PSD), e de Romero Rodrigues (PSDB), de Campina Grande, devem ser usados como pano de fundo para os embates entre os vereadores da oposição e situação nas duas casas legislativas municipais. 
 
Na Câmara Municipal de João Pessoa, a bancada que nem existia formalmente no início do mandato de Cartaxo tende a aumentar ainda mais com a proximidade do pleito. Se no começo era apenas uma dupla, formada por Raoni Mendes (PTB) e Lucas de Britto (DEM), agora cresceu com a chegada dos socialistas Renato Martins (PSB), rapidamente alçado à condição de líder do grupo, e Zezinho Botafogo (PSB), que assumiram a oposição após o rompimento do governador Ricardo Coutinho com Cartaxo para lançar candidatura própria de João Azevedo pelo PSB.
 
Além deles, há ainda o vereador Fuba (PT), que já tem adotado uma postura mais combativa com a oficialização da pré-candidatura de Charliton Machado (PT) pelo seu partido. Músico de carreira, o petista tem mirado no pouco incentivo à cultura, mas garante que vai investir em outras falhas da gestão do ex-aliado. “Cadê o BRT, o hospital da mulher, as ciclovias que estão no programa do PT e ele abandonou?”, criticou.   
 
Na mira da gestão, a bancada de oposição a Cartaxo na Câmara pretende atacar a saúde, problemas de mobilidade urbana e uma série de obras prometidas desde a última eleição municipal e não cumpridas pelo prefeito.  
 
O líder governista, Marco Antonio (PPS), diz estar confiante e acredita que este será o ano da consolidação de grandes projetos, a exemplo da Nova Lagoa, do Parque Solon de Lucena, a Beira Rio e a Calçadinha da Orla. “Como bem disse o prefeito, João Pessoa venceu 2015 e vamos trabalhar duro para também vencer 2016”, disse. 
 
Em Campina Grande, o foco dos ataques à gestão tucana será principalmente sobre os restaurantes populares e cozinhas comunitárias, que haviam sido desativados pelo ex-prefeito Veneziano (PMDB) no final de sua gestão. A reativação dos dois equipamentos haviam sido uma das promessas de Romero Rodrigues, que até hoje não se concretizaram. Aliados do peemedebista, que o querem de volta no comando da prefeitura em 2017, já têm usado a quebra de compromisso como mote. 
 
O oposicionista Napoleão Maracajá (PCdoB), que pretende disputar a prefeitura de Campina, deve usar os holofotes da Casa para traçar sua linha de guerra. Recentemente, ele questionou que mais de três anos se passaram e algumas das muitas promessas de campanha nem sequer saíram do papel. 
 
JOÃO PESSOA
 
Obras da Lagoa
 
Oposição
 
Acusa o prefeito de ter superfaturado a obra em mais de R$ 10 milhões e de não ter cumprido o prazo prometido na campanha, de executar o serviço em um ano. Eles pretendem instalar uma CPI para apurar a denúncia, apresentada inicialmente pela Controladoria Geral da União (CGU). 
 
Situação
 
Defendem que a obra será o grande marco da gestão de Cartaxo, trazendo para a população um novo espaço de lazer, cultura e desporto no “coração” da cidade e devem se munir para rebater as acusações de superfaturamento se a CPI for instalada.
 
CAMPINA GRANDE
Restaurante popular e cozinha comunitária:
 
Oposição
 
Critica o prefeito por ter prometido reativar os serviços de dois restaurantes populares, um no Centro e outro no Distrito dos Mecânicos, e não ter realizado após três anos de gestão
 
Situação
 
Alegam que Veneziano deixou uma dívida de R$ 2 milhões com fornecedores e por isso até hoje Romero ainda não conseguiu reativá-los


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