Política

Oposição quebra quórum e barra votação da permuta de terreno

Debandada ocorreu depois que os deputados derrubaram uma emenda da oposição, obrigando o Governo do Estado a construir um shopping na área onde funciona a Acadepol.




Lenilson Guedes
Com Jhonathan Oliveira

A oposição bateu em retirada prejudicando a aprovação do projeto da permuta do terreno da Acadepol na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (17). A debandada ocorreu depois que os deputados derrubaram uma emenda da oposição, de autoria de Gervásio Filho (PMDB), obrigando o Governo do Estado a construir um shopping na área da Acadepol.

O deputado Edmilson Soares (PSB), que presidia os trabalhos, mandou fazer a contagem dos deputados em plenário e após verificar a falta de quórum para aprovação da matéria deu por encerrada a sessão.

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Com a saída da oposição do plenário, ficaram apenas 18 parlamentares no plenário, sendo que o necessário para abrir votação é de 19. Com relação à emenda de Gervásio, 16 deputados votaram contra e 14 foram a favor.

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Gervásio disse que a ação da bancada de oposição foi para garantir um mior debate com o Governo do Estado. "Nossa emenda foi derrotada e com isso nós quebramos o quórum para tentar prorrogar a discussão e para que possamos tentar um entendimento com o Governo", disse Gervásio.

"Quero registrar aqui minha indignação, o meu protesto contra os deputados de oposição. Essa atitude ficou muito feia para a democracia", disse o líder do governo deputado Hervázio Bezerra (PSDB).

Os deputados passaram toda a manhã discutindo a votação do projeto da permuta do terreno da Acadepol. Governistas e oposicionistas se revezaram na tribuna com discursos inflamados a favor e contra a matéria.

Avaliações apresentadas

De acordo com o laudo feito pela Caixa Econômica, a área da Academia de Polícia, localizada em Mangabeira, foi avaliada com o valor de R$ 21 milhões e o valor máximo de negociação seria R$ 23 milhões. Já o de propriedade da Futura Imobiliária, localizado no Ernesto Geisel, vale R$ 9,3 milhões com o valor máximo de 10,5 milhões.

Para a Suplan os valores são diferentes, o órgão estadual avaliou o terreno de Mangabeira em R$ 13,9 milhões e o do Geisel em R$ 10,9 milhões. O Governo ainda protocolou na Assembleia uma terceira avaliação, feita pela Câmara de Valores Imobiliários, nele os imóveis são avaliados em R$ 15, 2 milhões e R$ 12,2 milhões.

Atualizada às 14h34


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