Política

Operação Recidiva: suspeitos utilizavam construtora para desviar verbas de obras

Deflagrada na manhã desta terça-feira (30), a operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em 4 prefeituras.




Foto: Hebert Araújo/TV Cabo Branco

Deflagrada na manhã desta terça-feira (30), a terceira fase da operação Recidiva investiga supostos crimes de fraude licitatória, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, entre outros, através de uma construtora. Agentes da Polícia Federal (PF) e membros do Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria-Geral da União (CGU) cumpriram 12 mandados de busca e apreensão nas prefeituras de Bayeux, Emas, Patos e Mogeiro, além de uma casa lotérica em Salgado de São Félix e da sede da construtora, também em Mogeiro.

Durante entrevista coletiva, concedida logo após o cumprimento dos mandados, os investigadores destacaram que os alvos preferidos da organização criminosa eram obras em unidades básicas de saúde e escolas, mas que ainda existe indícios de desvios em reparos de calçamentos.

Segundo o delegado da PF em Patos, André Guedes Beltrão, os envolvidos no esquema atuavam através de uma empresa de fachada, que vencia licitações promovidas pelas prefeituras, mas as obras eram executadas por outras empresas “ligadas ou não às prefeituras” ou até por servidores municipais, por valores abaixo do acordado.

“Após o pagamento para a empresa que venceu formalmente a licitação, o valor era repassado para o real beneficiário do esquema criminoso”, contou. “O modo de agir é o mesmo do que foi encontrado nas fases 1 e 2 da operação Recidiva, a mudança foram os sujeitos envolvidos; inclusive

a empresa em questão, já teve obras investigadas pela operação Desumanidade e mesmo assim continuou executando obras públicas, possivelmente de forma ilegal”, explicou o delegado

Um dos casos apontados como exemplo pelos investigadores aconteceu na cidade de Patos, quando uma das obras que deveria ser executada pela empresa teria sido realizada por funcionários da própria prefeitura. Na situação apontada, o servidor municipal que ficou responsável pela obra seria o mesmo que deveria fiscalizar o trabalho da empresa licitada.

Segundo ação do MPF que desencadeou a terceira fase da Recidiva os prejuízos ultrapassam R$ 5 milhões de reais. Os recursos desviados eram originários de repasses do Governo Federal. De acordo com os investigadores, apenas o aprofundamento na análise do material coletado poderá determinar os envolvidos nas fraudes.


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