Política

Nadja rompe silêncio e acusa PSB de “perseguição cruel” contra ela

Suplente do PSB na AL faz severas críticas contra o prefeito Ricardo Coutinho e diz que ele lidera uma “perseguição cruel, tacanha, mesquinha e sórdida" contra ela.



Paraiba 1
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Nadja Palitot rompe o silêncio depois de 80 dias

Phelipe Caldas

Depois de 80 dias de silêncio, a ex-vereadora e primeira suplente do PSB na Assembleia Legislativa da Paraíba, Nadja Palitot, quebrou o silêncio e nesta segunda-feira (4) concedeu entrevista exclusiva à Rede Paraíba Sat. Fazendo duras críticas ao prefeito pessoense Ricardo Coutinho (PSB), ela disse que vinha sendo vítima de uma “perseguição cruel, tacanha, mesquinha e sórdida por parte do alcaide de João Pessoa”.

Ela disse que apesar do PSB ser um partido de esquerda, Ricardo e seu grupo político não admitem que os militantes socialistas possam adotar pensamentos diferentes das deles. “Esta é uma grave fratura exposta na democracia, principalmente por se tratar de uma legenda de esquerda”, desabafou.

Nadja lembra ainda que, quando era presidente do PSB, foi ela quem deu guarida a Ricardo Coutinho e seus aliados quando foram expulsos do Partido dos Trabalhadores. “Acolhi e lutei por Ricardo na época em que ele foi expulso do PT, de forma que foi um absurdo o que ele fez comigo”, destacou. “É o mandonismo e o autoritarismo que foi instalado por Ricardo no PSB”, completou.

Sobre os 80 dias de silêncio, ela diz que são contados desde a “segunda-feira de carnaval”, dia em que o governador José Maranhão (PMDB) conversou com ela e lhe falou sobre o convite ao deputado estadual Guilherme Almeida (PSB) para ser seu secretário de Interiorização. “Fui chamada na Granja Santana e o governador disse que o convite a Guilherme era para honrar o compromisso que ele tinha comigo. Ele pediu apenas que eu não falasse nada com a imprensa e esperasse ele resolver algumas questões pendentes”, explicou.

A suplente, que assumiria a titularidade do mandato com a licença de Guilherme, explica que acatou o pedido de Maranhão, mas ponderou que depois da reação do PSB contra a nomeação de Guilherme ela não se encontrou mais com o governador e não teve oportunidade para uma nova audiência. “Hoje é dia de se romper o silêncio. Fiquei sem falar nada dentro do princípio da razoabilidade, mas depois de tanto tempo sem resposta ninguém mais pode exigir que eu permaneça em silêncio”, destacou.

Ainda assim ela diz que defende uma aliança do PSB com o governador José Maranhão nas eleições estaduais de 2010 e declarou que Ricardo não pode simplesmente tentar impor as suas próprias vontades.

Ela admitiu ainda que realmente recebeu a recomendação de Maranhão para, ao assumir a AL, evitar manifestações ou pronunciamentos agressivos e de oposição sistemática contra o prefeito Ricardo Coutinho: “Foi um pedido que eu aceitei cumprir sob a condição do governador atender os requerimentos feitos por mim em nome do povo necessitado de João Pessoa, já que eu não teria meus pleitos bem recebidos pela administração municipal”.

Mas Nadja explica que, como todos já saberiam, a nomeação de Guilherme Almeida acabou não sendo concretizada e ela não pôde voltar à AL. “Foi um verdadeiro absurdo o que fizeram comigo e com o deputado Guilherme Almeida. E quem saiu perdendo foram as cidades de João Pessoa e de Campina Grande”, concluiu, admitindo que mesmo diante das dificuldades que vem encontrando no TRE existe sim a possibilidade dela deixar o PSB antes das eleições do próximo ano.


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