Política

MPPB investiga esquema de 'rachadinha' em auxílios sociais em Sossego

Denúncia é de que servidores trabalhariam 30 dias para receber benefício.




A Promotoria de Justiça de Cuité, na Curimataú da Paraíba, instaurou um inquérito civil público para averiguar a existência de esquema de ‘rachadinha’ em auxílios sociais pagos pela Prefeitura de Sossego, localizada na mesma região. O trabalho deverá apurar denúncia de que pessoas de baixa renda estariam sendo obrigadas a prestar serviços gerais em órgãos do município, em troca dos benefícios.

Conforme explicou o promotor de Justiça Dennys Carneiro Rocha dos Santos, a promotoria recebeu informações anônimas de que esses fatos estariam acontecendo e de que beneficiários de auxílios sociais da Prefeitura estariam prestando serviços gerais no Conselho Tutelar de Sossego, em escolas do município e também no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS).

A denúncia diz ainda que os beneficiários eram obrigados a trabalhar por 30 dias para ganhar o auxílio social que, após ser repartido com outras duas ou três pessoas, não ultrapassava R$ 300.

O fato levou a Promotoria a notificar a Prefeitura para que enviasse a lista de todos os beneficiários do serviço social que recebem valores do município, bem como todos os nomes dos funcionários que prestam serviços sem ser concursado ou comissionado. O Conselho Tutelar de Sossego também foi notificado para informar os dados das pessoas que prestam serviços gerais na unidade.

A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA entrou em contato com a prefeitura de Sossego. Uma assessora do gabinete da prefeita, Lusineide Oliveira (PSD), que se apresentou apenas como ‘Ana’, informou que a prefeitura não teve conhecimento da investigação e que só poderia dar um posicionamento mais adiante.


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