Política

Ministro do Trabalho pede demissão do cargo para disputar eleições

Ronaldo Nogueira é 3º a deixar ministério do governo no período de dois meses.




Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, pediu demissão do cargo nesta quarta-feira (27). A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto. Nogueira é o terceiro ministro que deixa o governo em um período de dois meses. No começo de dezembro, o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), pediu exoneração. Já o ex-ministro tucano das Cidades, Bruno Araújo, pediu demissão em 13 de novembro, alegando não ter mais apoio da sigla para continuar no cargo.

O anúncio foi feito após uma reunião entre Nogueira e o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, na tarde desta quarta. Também participaram do encontro o presidente do PTB, Roberto Jefferson, e o líder do partido na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes. Gaúcho, Nogueira é filiado ao PTB.

O ex-ministro alegou razões pessoais para entregar o cargo. Deputado federal licenciado, Nogueira pretende se dedicar à campanha para reeleição. O cargo de ministro do Trabalho, porém, deve continuar com o PTB. O partido indicou o nome do deputado federal Pedro Fernandes, do Maranhão. No fim da tarde desta quarta, o Planalto informou que o nome do novo ministro ainda não está definido.

Gestão de Ronaldo Nogueira

Em 2017, durante a gestão de Ronaldo Nogueira à frente do ministério do Trabalho, o emprego formal voltou a crescer no país, após anos de queda. A retomada das contratações é reflexo do reaquecimento da economia brasileira, que também começou a reagir neste ano.

O ministro também ficou conhecido por alterar as regras de fiscalização do trabalho escravo no Brasil, o que lhe rendeu críticas por parte da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que manifestou “preocupação” pelas mudanças.

A principal crítica à portaria foi ao fato de ela excluir, entre os critérios para caracterizar trabalho análogo à escravidão, a manutenção de trabalhadores sob condições degradantes, a jornada exaustiva e trabalhos forçados.

O texto passou a classificar como trabalho escravo as situações em que o trabalhador é privado de liberdade, seja por submissão sob ameaça de punição, de segurança armada, retenção de documentos ou por dívida.

Antes de ser nomeado para comandar o Ministério do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB-RS) estava em seu segundo mandato como deputado federal no Congresso Nacional. Ele é filiado ao PTB desde 1992, quando deu início à carreira política no interior do Rio Grande do Sul.


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