Política

Manifestantes ocupam a orla de JP para protestar contra Dilma

Manifestação pede a saída da presidente, cobra punições para atos de corrupção e critica medidas recentes do governo federal. Dilma defendeu a livre manifestação.



Diogo Almeida/G1
Diogo Almeida/G1

Manifestantes começaram a se concentrar no Busto de Tamandaré, orla de João Pessoa, pouco depois das 15h, para o protesto contra a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governo federal. O ato deste domingo (15) pede a saída da chefe do Executivo, cobra punições para atos de corrupção e defendem as investigações da Operação Lava Jato.

O ato é organizado por diversos grupos, principalmente nas redes sociais. Os responsáveis pelo ato dizem não ter nenhuma ligação com partidos políticos e também não defendem uma intervenção militar no país. A manifestação não deve sair da orla.

Os protestos pelo impeachment de Dilma começaram a surgir espontaneamente pela internet após os fatos revelados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, no qual foi desbaratado um esquema de corrupção na Petrobras, que teria a participação de petistas e aliados do governo. As políticas de arrocho econômico adotadas no começo do seu segundo mandato, como aumento da tarifa de energia elétrica, combustível e mudanças nas legislações trabalhistas, também passaram a ser usados como mote para atrair um número ainda maior de adeptos.

Manifestantes seguram cartazes pedindo a saída da presidente Dilma Rousseff (Foto: Walter Paparazzo)

Dilma defende a ‘livre manifestação’

No sábado (14), a presidente Dilma Rousseff publicou em sua página no Facebook um vídeo em que defende o direito de “livre manifestação” da população. A gravação foi feita em entrevista coletiva após a entrega de casas no Acre, na quarta-feira (11).

“Sou de uma época em que não era possível se manifestar, não. As pessoas que se manifestavam iam diretamente para a cadeia ou eram chamadas de subversivas, ou de nomes piores. Eu acredito que uma das maiores conquistas do nosso país foi a democracia”, disse a presidente.

Lembrando as manifestações de 2013, Dilma disse que só não se pode aceitar atos de violência durante os protestos. “Não tenho o menor interesse, o menor intuito, nem tampouco o menor compromisso, com qualquer processo de restrição à livre manifestação neste país. Nós temos o direito de manifestar, nós não temos o direito de ser violentos. Nós sabemos que isso não pode acontecer”, pontuou.


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.