Política

'Lockdown': construção civil taxa medida como 'tirânica' e governador da Paraíba rebate

João Azevêdo disse que sua obrigação neste momento é de salvar vidas, e não com eleições.




engenharia, arquitetura e construção crescimento imobiliário (Foto: Francisco França/Arquivo)

Foto: Francisco França/Arquivo

O Sinduscon de João Pessoa emitiu uma nota à sociedade, neste domingo (31), onde critica o novo decreto, editado pelo governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania),em conjunto com prefeitos de oito cidades da Região Metropolitana, instituindo medidas ainda mais duras de isolamento social para o enfrentamento no novo coronavírus (covid-19). Na nota, a construção civil classifica o ato como tirânico. (Confira a íntegra abaixo)

“Essa medida, típica de regimes déspotas, revela a inoperância de Governos que foram incapazes de entregar aquilo que haviam prometido e também fracassaram na obrigação de ouvir a sociedade civil, uma vez que à exceção do Prefeito Vitor Hugo e do então Prefeito Berg Lima, nenhum dos demais “administradores públicos” teve a decência de considerar os argumentos e providências tomadas pelo segmento em prol da categoria operária e da sociedade em geral”, diz um trecho da nota.

A categoria afirma, ainda, que, “ao contrário de alguns “administradores públicos” que muito prometem e pouco entregam, a classe da construção civil tem tomado providências concretas para evitar a proliferação do Coronavírus (COVID-19) desde 10/03/2020″ e clamam a retomada das atividades.

 

João rebate

 

Em resposta a setores que estão se opondo às medidas restritivas de deslocamento adotadas na região metropolitana de João Pessoa, o governador João Azevêdo disse que não está preocupado com as eleições este ano e muito menos com a sua reeleição. “Minha obrigação agora é salvar vidas”, afirmou.

“Nós tomamos as medidas corretas com base em dados científicos e motivados pelo crescimento vertiginoso da propagação do vírus em toda essa região. E não em posicionamentos políticos, ideológicos, mercadológicos ou eleitoreiros. Tem gente que tem interesses próprios de mercado ou já armou o palanque para disputas de prefeitos e vereadores e professam a abertura irresponsável – em um momento que a doença está em uma curva ascendente – sem preocupar-se com vidas humanas e com o colapso no sistema de saúde pública e privada que isso poderia causar neste momento”, afirmou o governador.

João Azevêdo disse que tomou todas as medidas necessárias para combater o vírus no momento certo e é por isso que a Paraíba, ao contrário de outras localidades, não entrou em colapso e ninguém deixou de ser atendido ou veio a óbito por falta de estrutura hospitalar até hoje.

 

NOTA À SOCIEDADE PARAIBANA

O SINDUSCON-JP, na condição de entidade que congrega um dos segmentos que mais geram riqueza e distribuem recursos financeiros no Estado, também um dos que movimentam a maior cadeia de insumos com a compra no comércio local, disponibilizam incontáveis postos de trabalho aos paraibanos e ainda recolhem significativa soma de recurso aos Cofres Estatais vem a público repudiar a forma intolerante como vem sendo tratada pelo Governo da Paraíba e pela Prefeitura de João Pessoa, postura essa nunca antes adotada nos 40 anos de história deste ente associativo que tanto faz em prol da sociedade paraibana e sempre agiu e respeitou a legalidade e, sobretudo, o diálogo franco e transparente.

Ao contrário de alguns “administradores públicos” que muito prometem e pouco entregam, a classe da construção civil tem tomado providências concretas para evitar a proliferação do Coronavírus (COVID-19) desde 10/03/2020. Visando proteger a saúde de todos os colaboradores, familiares e pessoas envolvidas, investiu pesado na aquisição de EPIs, instrumentos de pulverização/higienização dos canteiros, termômetro de medição do pessoal, sem falar na instalação de comitês e ações de conscientização e de solidariedade dirigidos não apenas aos trabalhadores, mas, sobretudo a toda sociedade civil.

E, nessa perspectiva, em que pese o esforço hercúleo deste segmento em compatibilizar a segurança sanitária dos canteiros e a continuidade dos postos de trabalho da sofrida população paraibana, a categoria é surpreendida, neste dia, 30/05/2020, com a edição do tirânico Decreto nº. 40.289/2020 o qual, embora com eufemismos, instituiu o intransigente “lockdown”.

Essa medida, típica de regimes déspotas, revela a inoperância de Governos que foram incapazes de entregar aquilo que haviam prometido e também fracassaram na obrigação de ouvir a sociedade civil, uma vez que à exceção do Prefeito Vitor Hugo e do então Prefeito Berg Lima, nenhum dos demais “administradores públicos” teve a decência de considerar os argumentos e providências tomadas pelo segmento em prol da categoria operária e da sociedade em geral.

Sendo assim, embora o SINDUSCON-JP, mantendo sua postura de legalidade e respeito, oriente as empresas de construção civil, independente da condição de filiada, ao cumprimento das imposições administrativas, mesmo quando arbitrárias, não esquecerá o tratamento dispensado por Suas Excelências, os “Gestores Públicos” e continuará lutando em prol da combativa sociedade paraibana e em favor dos direitos da categoria e de seus colaboradores contra as injustas decisões daqueles que tiveram mais de 90 dias para agir, porém quase nada
fizeram e ainda transferiram o ônus de sua inépcia a toda sociedade paraibana.

Sinduscon-JP


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