Política

Lei que rebate Bolsonaro e cria o Dia do Orgulho Paraibano é publicada no DOE

Lei foi pensada após o presidente chamar governadores nordestinos de “paraíba”.




Adriano Galdino é o autor da lei que cria o Dia do Orgulho Paraibano (Foto: Divulgação/ALPB)

A Assembleia Legislativa da Paraíba publicou a lei que institui o Dia do Orgulho Paraibano, que é de autoria do deputado estadual Adriano Galdino (PSB) e foi pensada como resposta ao presidente da República Jair Bolsonaro, que em julho de 2019, em tom aparentemente preconceituoso, chamou os governadores nordestinos de “paraíba”.

A nova lei, que entra em vigor na data de sua publicação, está posta na edição desta quarta-feira (12) do Diário Oficial do Estado. Ela institui a data de 16 de junho como o Dia do Orgulho Paraibano, visto que esse é o dia de aniversário do escritor paraibano Ariano Suassuna.

Dia do Orgulho Paraibano passa a ser comemorado no aniversário de Ariano Suassuna (Foto: Francisco França/Arquivo)

Ainda de acordo com o texto da nova lei, a data entra a partir de agora no Calendário Oficial de Eventos do Estado da Paraíba. E, ao menos oficialmente, tem como objetivo combater o preconceito e promover ações que visem valorizar a Região Nordeste e mais precisamente a Paraíba.

Passa a ser atribuição das secretarias de Educação, Cultura e Turismo, inclusive, a implantação, realização e divulgação das ações em prol de uma pretensa paraibanidade.

A polêmica que gerou uma lei

Apesar da lei que institui o Dia do Orgulho Paraibano falar apenas de passagem de combate ao preconceito, é justo uma polêmica com o presidente Jair Bolsonaro que resultou em sua tramitação.

Tudo começou em 19 de julho de 2019, quando Bolsonaro se referiu ao Nordeste de forma jocosa e chamou os nove governadores da região de forma indistinta de “paraíba”. A frase foi dita pouco antes de um café da manhã com a imprensa estrangeira e acabou vazando pelos microfones que estavam ligados.

Bolsonaro criou polêmica com os nordestinos em julho de 2019 (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Na época, a repercussão foi imediata. E grande. Os governadores se manifestaram conjuntamente, falando em “espanto e profunda indignação”, e outros políticos paraibanos também se manifestataram.

Até que, em agosto daquele mesmo ano, um mês após a polêmica, Adriano Galdino apresentou o Projeto de Lei que criava a nova data do calendário de eventos estadual.

À época, ele falou sobre preconceito: “Infelizmente, é comum nos depararmos, corriqueiramente, com declarações que apresentam conteúdos discriminatórios, dentre esses, os direcionados ao nosso Estado e ao nosso povo”.


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