Política

Hervázio apresenta voto de repúdio contra o ministro das Cidades

Decisão de bloquear os recursos para o viaduto do Geisel motivou o requerimento, apresentado na Assembleia Legislativa.




Líder da bancada de sustentação do governador Ricardo Coutinho (PSB) na Assembleia Legislativa da Paraíba, o deputado Hervázio Bezerra (PSB) apresentou na manhã desta sexta 14) um voto de repúdio contra o ministro da Cidades, Bruno Araújo (PSDB). O socialista acusa o ministro do governo Temer de retaliação política ao ter bloqueado a integralidade dos recursos que haviam sido liberados pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT) para a conclusão do viaduto do Geisel, em João Pessoa. 

Da tribuna, Hervázio cobrou dos colegas de parlamento a aprovação, por unanimidade, do pedido, sob o argumentou de que a “canetada” do ministro seria por mera retaliação política devido ao posicionamento do governador da Paraíba contra o impeachment da presidente Dilma. “É uma obra que transcende qualquer opção política. Só espero que esta Casa aprove, unanimemente o repúdio ao ministro. Nós não vamos nos calar. Não vamos aceitar retaliação. Eu espero que nossa bancada, desde os senadores e deputados, independente de cor partidária, preserve o respeito ao povo, e a história da Paraíba”, reiterou.

O deputado Dinaldinho, líder do ‘blocão’ da oposição, disse que vai orientar a sua bancada a votar contra, por entender que não houve finalidade política, mas impedimento técnico para a liberação dos recursos. “Trata-se de uma questão meramente administrativa. À medida que as medições forem feitas e comprovadas a execução das etapas, acredito que os recursos sejam liberados pelo governo federal”, defendeu. 
 
 
O investimento total obra é de R$ 38 milhões, fruto da parceria entre os governos estadual e federal, mas apenas cerca de R$ 4 milhões foram liberados até o momento. No apagar das luzes, antes do seu afastamento, Dilma teria liberado R$ 17 milhões para a conta do estado, o que, segundo Coutinho, teria sido bloqueado pelo governo federal. 
 
Bruno Araújo, no entanto, afirmou que a verba ainda  não havia sido depositada na conta e que o Ministério das Cidades só o faria após as medições necessárias. Hervázio defendeu que a obra estava em um ritmo acelerado e o governo do estado tem como comprovar que mais de 50% já estava concluído. 
 


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