Política

Gasolina e álcool aumentam em Campina Grande, mas instalação de CPI 'caduca' na Câmara

Aprovado desde o início de abril, pedido de instalação de CPI para apurar cartel nunca saiu do papel




vereador Alexandre do Sindicato

Vereador Alexandre do Sindicato é autor do pedido de abertura da CPI (Foto:Divulgação/Câmara Municipal)

Os preços da gasolina e do álcool voltaram a subir nesse fim de semana em Campina Grande, mesmo com o anúncio feito pela Petrobras de queda no valor dos combustíveis. Os valores foram reajustados pelos postos, em média, em R$ 0,20. O litro do álcool passou, em média, de R$ 3,39 para R$ 3,59. Já a gasolina registrou um reajuste semelhante, passando de R$ 4,39 para R$ 4,59.

A ação rápida dos donos de postos contrasta com a lentidão na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara de Vereadores de Campina Grande, para investigar a existência de um possível cartel dos estabelecimentos na cidade. Desde o dia 3 de abril, há quase dois meses, o pedido de instalação da CPI foi aprovado na ‘Casa’, mas até agora a Comissão não saiu do papel.

O autor do pedido, vereador Alexandre do Sindicato (PHS), informou que vai pedir hoje uma maior “sensibilidade” dos colegas e celeridade na indicação dos nomes que irão compor a CPI. Para que a CPI seja instalada é preciso a indicação de cinco membros, mas até agora somente três deles foram indicados: o vereador Rodrigo Ramos (PDT), pela oposição; Renan Maracajá (PSDC) e o próprio Alexandre já se colocaram à disposição para integrar a Comissão.

“Nós temos que dar uma resposta à população. Vamos fazer um pronunciamento na Câmara nesse sentido, pedindo empenho e a sensibilidade de todos para que possamos colocar essa CPI para andar”, enfatizou Alexandre. Na semana passada a presidente da Casa, Ivonete Ludgério (PSD), disse que estava aguardando a indicação do restante dos nomes para dar prosseguimento à CPI.

Procon “estranha” reajuste

Ao comentar o reajuste no preço dos combustíveis em Campina Grande, o coordenador do Procon Municipal, Rivaldo Rodrigues, informou que vai intimar o sindicato dos postos de combustíveis para que a entidade apresente as justificativas para o aumento. Segundo o coordenador, é “estranho” a majoração dos valores, já que a Petrobras não anunciou nenhum reajuste nas últimas semanas.

“Pegou todo mundo de surpresa. Nós vamos solicitar informações do sindicato dos estabelecimentos para analisarmos a situação”, comentou Rivaldo. O JORNAL DA PARAÍBA procurou o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do interior da Paraíba, mas não conseguiu localizar nenhum de seus representantes.


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