Política

Entidades apoiam cotas na PB

Decisão do STF que considerou legal a política de reserva de cotas raciais nas universidades foi comemorada.




As entidades representativas dos negros e dos índios, na Paraíba, comemoram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou legal – na última quinta-feira – a política de reserva de vagas raciais nas universidades públicas em todo o país.

Para a coordenadora da Organização de Mulheres Negras na Paraíba (Bamidelê), Terlúcia Silva, a decisão do STF é um passo significativo na luta contra o racismo. “A população negra não está representada nos espaços de poder e a gente acredita que a educação é essencial para que as pessoas mudem de lugar socialmente. O acesso ao ensino superior era direcionado à maioria branca, e as cotas proporcionam essa ‘miscigenação’ nos espaços acadêmicos”, avaliou.

O cacique geral dos índios potiguaras na Paraíba, Sandro Gomes, também considerou a legalidade das cotas um avanço.

“Pelo menos vamos ter espaço nas universidades, nosso pessoal vai poder se capacitar. Mas ainda não é o que a gente queria, nosso desejo é ser reconhecido como um povo diferenciado e ser tratado dessa forma”, opinou.

A vice-reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Yara Matos, afirmou que a instituição reserva 25% das vagas para estudantes egressos de escolas públicas e dentro desse percentual há um recorte para negros, índios e portadores de necessidades especiais. “A política tem funcionado muito bem e a nossa meta agora é manter esses alunos na faculdade”, destacou.

No Instituto Federal de Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), o pró-reitor de ensino, Paulo de Tarso, contou que na instituição também são adotadas apenas cotas sociais (50% das vagas) e para os cursos técnicos. Nos cursos superiores, não há reserva racial nem social no IFPB. “Mas começamos a discutir as cotas sociais e podemos ter isso como novidade, este ano, caso o Conselho Superior assim decida”, adiantou o pró-reitor do IFPB.


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