Política

Em reunião fechada, base aliada afina discurso pela troca de terrenos

Quinze deputados da bancada aliada ao governador Ricardo Coutinho se reuniram a portas fechadas no Palácio da Redenção para combinar discurso em defesa da permuta do terreno da Acadepol.




Karoline Zilah
Com TV Cabo Branco

Quinze deputados da bancada aliada ao governador Ricardo Coutinho (PSB) se reuniram a portas fechadas no Palácio da Redenção, em João Pessoa, na terça-feira (26) à noite, para afinar o discurso em defesa da permuta do terreno da Acadepol. O assunto polêmico é tema de um audiência pública na manhã desta quarta-feira (27) na Assembleia Legislativa, a partir das 10h30.

O projeto prevê a troca do terreno onde hoje está localizada a Academia de Polícia da Paraíba (Acadepol), em Mangabeira, por outro de uma empresa privada nas imediações da BR-230, no bairro do Geisel.

Na reunião, alguns dos deputados esperavam a presença do governador, o que não aconteceu. Depois de quase duas horas de conversa, os parlamentares saíram do Palácio com um só discurso: apoiar a iniciativa do Governo na permuta dos terrenos. Eles terão 15 dias para votar o projeto.

O encontro foi articulado pelo novo líder do Governo na Assembleia, deputado Hervázio Bezerra (PSDB). “Não há absolutamente o que esconder. Na condição de líder, fui eu que convoquei essa reunião para que nós pudéssemos traçar estratégias”, explicou em entrevista à TV Cabo Branco.

O secretário estadual de Comunicação Institucional, Nonato Bandeira, também esteve presente. Segundo ele, o objetivo foi discutir as matérias do Governo que estão na Assembleia.

Já os deputados Adriano Galdino e Léa Toscano, ambos do PSB, defenderam que a permuta seria ‘perfeitamente legal’. “O interesse do Estado está acima de qualquer dificuldade. Este projeto representará um investimento de R$ 200 milhões, que gera 3 mil empregos”, declarou Galdino.

Já a oposição endureceu o discurso e afirmou que a proposta do Governo, desde o começo, não foi objetiva. O deputado Anísio Maia (PT) questionou a falta de informações no documento que foi enviado para os deputados votarem.

“A mensagem que o governo mandou para a Assembleia não dizia nada. Dizia apenas que era para trocar o terreno e que depois diria o preço. Isso em termos legais é um absurdo. É uma ilegalidade total. Um projeto desse para vir para a Assembleia tem que ter preço, as condições, a metragem, avaliação e tudo mais. Nada disso existia. Portanto nós não podemos nunca aprovar um projeto nessas condições. Nós queremos abrir o leque de oportunidades, para que outros empresários possam fazer suas ofertas e que sejam boas para o estado da Paraíba”, disse.


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