Política

Dilma Rousseff é eleita uma das mulheres do ano pelo Financial Times

Ao jornal britânico, a ex-presidente disse que o governo agora é formado por "velhos brancos ricos".



Roberto Stuckert Filho/PR
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma disse que não pretende disputar mais nenhum cargo eletivo, mas continua "politicamente ativa"

A ex-presidente Dilma Rousseff, afastada da presidência do Brasil em agosto deste ano, foi escolhida como uma das Mulheres do Ano pelo jornal britânico ‘Financial Times‘.

Dilma foi listada junto com a primeira-ministra britânica Theresa May, a ginasta olímpica americana Simone Biles, a designer de moda italiana Maria Grazia Chiuri, a cantora americana Beyoncé, a presidente sul-coreana Park Geun-hye e a candidata à presidência americana Hillary Clinton.

Ao jornal, a petista disse que não pretende disputar mais nenhum cargo eletivo, mas continua "politicamente ativa". "Rousseff deve ainda estar chocada com a reviravolta em sua fortuna – inversão que correspondeu à de sua nação, que em poucos anos passou de milagre econômico a desapontamento", traz trecho do jornal sobre o impeachment.

O texto ainda explica que o julgamento final do impedimento no Senado concluiu que Dilma era culpada por uma série de "manobras fiscais arcanas" usadas para esconder a real dimensão da crise econômica. "Enquanto ela argumenta que os presidentes anteriores usaram os mesmos truques orçamentários, seu governo foi o primeiro desde antes da segunda guerra mundla a ter suas contas rejeitadas pelo órgão fiscalizador das contas públicas, o TCU", afirmou o jornal, que analisou o processo do impeachment foi um julgamento político.

Em entrevista exclusiva ao jornal britânico Financial Times, Dilma salientou que uma autoridade mulher é chamada de "dura", enquanto um homem é chamado de "forte". Para ela, o governo à frente do país hoje é formado por "velhos brancos ricos ou, pelo menos, daqueles que querem ser ricos".


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