Política

Deputado defende que assassinos de policial sejam capturados ‘vivos ou mortos’

Sérgio Rafael é cabo da PM e disse que vai pedir providências ao secretário Cláudio Lima.



Angélica Nunes
Angélica Nunes
Sérgio Rafael é cabo da PM e assumiu mandato graças à licença de Tião Gomes

O deputado estadual Sérgio Rafael (Avante) defendeu que os autores do assassinato do sargento reformado Francisco Canindé Cardoso da Silva sejam capturados “vivos ou mortos”. A posição do parlamentar foi divulgada no domingo (15) em uma nota oficial e ele ele justifica que é preciso uma resposta enérgica da polícia porque a vítima “foi um braço do Estado”. O sargento Canindé foi morto a tiros na noite de sábado (14) em Santa Rita, na Grande João Pessoa.

O policial reformado, que tinham 59 anos, foi assassinado em uma estrada vicinal, com pouca iluminação e movimentação de pessoas. Ele passava pelo local de motocicleta quando foi interceptado e baleado várias vezes. A Polícia Civil ainda não tem informações sobre os suspeitos.

Sérgio Rafael, que é cabo da Polícia Militar e assumiu o mandato de deputado graças à uma licença do titular Tião Gomes (Avante), disse que vai pedir pessoalmente ao secretário de Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima, que determine o que for necessário na apuração deste fato. “Para o bem da própria sociedade, faz-se necessário que esses criminosos sejam identificados e presos. Pois se fazem isso com policiais, quem andam armados e prontos para reagir, imagine com você, cidadão comum”, afirma.

“Que as nossas polícias identifiquem e tragam os autores desse crime vivos ou mortos. O ideal é que eles se rendam e possam ser presos e julgados na forma da lei, com todas as garantias constitucionais. Mas caso se recusem de modo violento, então que o Estado use da força necessária para capturar seus corpos”, completa Sérgio Rafael. O deputado encerra a nota dizendo que está à disposição da família do policial morto.
 

De acordo com o delegado Pedro Ivo Soares, que registrou o caso do sargento Canindé, o policial estava com três armas no momento do crime. A Polícia Civil investiga se ele trocou tiros com os suspeitos. “A equipe de perícia do Instituto de Polícia Científica (IPC), após os exames, deve nos fornecer mais informações sobre as armas”, afirmou.


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