Política

Decisão final do impeachment sai em menos de 120 dias, diz Raimundo Lira

Segundo o senador o presidente da comissão processante, todo o roteiro, com datas de eventos, oitivas e outras definições, já está pronto. 



Agência Senado
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Raimundo Lira vem sendo elogiado por governistas e oposicionistas

O senador paraibano Raimundo Lira (PMDB), presidente da Comissão Especial Processante do impeachment da presidente Dilma no Senado, vai apresentar o cronograma final do processo na próxima terça-feira, às 11 horas. Segundo ele, todo o roteiro, com datas de eventos, oitivas e outras definições já está pronto. Ele evitou dar detalhes à imprensa antes dos senadores terem pleno conhecimento dos procedimentos.

Mas Lira confirmou que a decisão do Senado pelo afastamento definitivo ou retorno da presidente Dilma Rousseff (PT) sai em menos de 120 dias. Segundo ele, antes da eleição. A ideia é evitar que o debate do impeachment se choque fortemente com o período mais crítico da eleição. “Quando fica muito perto, cria uma insegurança muito grande”, afirmou em conversa, por telefone, no início da tarde desta quinta-feira (19).

O presidente, que vem sendo elogiado por governistas e oposicionistas pela condução do processo, afirmou que apesar do prazo, Dilma terá amplo espaço para defesa. Lira disse registrou ainda que o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que comanda o processo, ficará no Supremo para receber possíveis recursos encaminhados por ele depois de análise da comissão.

Opinião de Ricardo Lewandowski

À Agência Brasil, o presidente do STF lembrou que a possibilidade de apresentação de recursos, as diligências e oitivas que poderão ser requeridas pela defesa e acusação podem alongar o processo de análise do mérito da denúncia por crime de responsabilidade.

“Sobre o prazo, não há possibilidade de se estabelecer nenhuma previsão, tendo em conta as provas que podem ser pedidas, testemunhas e que devem ser especificadas juntamente com a defesa dentro daquele primeiro prazo de 20 dias”, argumentou Lewandowski, que é responsável por comandar o processo no Senado. 


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