Política

Crise estoura no PSB e Rosas critica Agra

Presidente estadual do PSB entregou assessoria na prefeitura e acusou Luciano Agra de perseguir partidários.



Francisco França
Francisco França
Rosas disse que atitudes de Agra comprometiam o projeto do PSB e manifestavam ingratidão e deslealdade

As reformas administrativas realizadas pelo prefeito Luciano Agra na Prefeitura de João Pessoa, com a demissão de militantes históricos e dirigentes do PSB, fizeram estourar a crise interna no partido e o presidente estadual do PSB na Paraíba, Edvaldo Rosas, deu o ultimato: entregou ontem seu pedido de exoneração ‘em caráter irrevogável’ do cargo de assessor especial junto ao gabinete do prefeito, e acusou Luciano Agra (PSB) de perseguir e intimidar os que na instância partidária se contrapuseram à sua postulação à reeleição.

Rosas disse que Agra descumpriu todos os acordos partidários acerca das mudanças na gestão municipal e revelou que a postura do prefeito está comprometendo o projeto do PSB na capital. A reforma realizada pelo prefeito, sacrificando dirigentes do PSB e contemplando partidos como PSDB, PT e PPS teria desagradado alguns integrantes da legenda socialista e Edvaldo Rosas entendeu o comportamento de Agra como atos de deslealdade e ingratidão. “Não estamos dizendo que deva privilegiar o PSB no governo, mas também não queremos que ele esteja fora do governo o qual ele governa, e privilegiar o PT que tem um candidato a prefeito, o PSDB que tem um candidato a prefeito”, desabafou Rosas, mencionando ainda o PPS. De acordo com Edvaldo Rosas, os auxiliares exonerados não foram sequer comunicados por telefone.

“O processo de exoneração sem conversa prévia com nenhum dos exonerados numa atitude de profundo desrespeito com auxiliares históricos da sua gestão e no nosso projeto teve início em fevereiro. A lista é grande, significativa e reveladora”, declarou Edvaldo Rosas em sua carta, citando nominalmente os nomes de alguns dos excluídos da administração municipal: o ex-superintendente da Emlur Coriolano Coutinho, secretário geral do PSB; o ex-secretário da Secretaria de Articulação Política (Segap) Ronaldo Barbosa, presidente municipal do PSB; o ex-secretário adjunto de Ciência e Tecnologia Rubens Freire, vice-presidente municipal do PSB; e a ex-superintendente da Emlur e da STTrans e ex-secretária de Administração Laura Farias, tesoureira do PSB. Com exceção de Laura, todos eles estavam ontem na linha de frente, na entrevista coletiva de Edvaldo Rosas, convocada às pressas, na sede do partido.

“Os secretários demitidos foram exonerados sem sequer receber um telefonema. Não souberam nem pelo Twitter. Quem disse a Rubens Freire que ele estava demitido foi a secretária dele. Isso não se faz”, revelou Edvaldo Rosas.

Embora assegurando não significar um rompimento, já que afirmou ser uma decisão pessoal sua, Edvaldo Rosas disse que entregar o cargo foi a forma que encontrou para demonstrar sua indignação e perplexidade pelo que está acontecendo com o PSB e repudiar as atitudes de Agra.


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