Política

Covid-19: João Azevêdo diz que meta é testar 10% da população da PB e não descarta 'lockdown'

Governador debateu sobre a Covid-19 numa transmissão ao vivo no início da noite desta segunda (25).




Foto: Divulgação/Secom-PB

 

O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), informou em uma transmissão ao vivo no início da noite desta segunda-feira (25) que o Governo pretende aplicar testes de Covid-19 em pelo menos 10% da população paraibana. Segundo ele, além dos 88 mil testes já distribuídos para todos os municípios do estado, a partir da terça-feira (26), mais 21 mil testes serão entregues, para que a Saúde consiga desenhar o perfil epidemiológico da Paraíba.

Na ocasião, João Azevêdo lembrou que as Secretarias de Saúde Municipais precisam montar estruturas seguras para testagem, bem como informar a Secretaria de Estado da Saúde (SES) sobre os resultados dos exames aplicados. Dessa forma é possível identificar as áreas com mais e menos incidência de casos de Covid-19, e assim, prosseguir nas medidas de combate à doença.

Ainda de acordo com João Azevêdo, o percentual de testagem que o Governo pretende atingir na Paraíba é superior a média nacional e seria, portanto, um parâmetro seguro para definir os processos de retorno gradual à normalidade econômica.

 

Flexibilização do isolamento social

 

De acordo com João Azevedo, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do secretário executivo de Saúde Daniel Beltrammi, começou a preparar um plano para uma futura flexibilização gradual do isolamento social, tomando como base a análise dos dados epidemiológicos da Paraíba. O governador, no entanto, ponderou quanto à flexibilização em todo o estado, já que cada município possui uma realidade epidemiológica própria.

Uma possível flexibilização na Paraíba, segundo o governador João Azevedo, deverá considerar as seguintes situações:

  • Número básico da reprodução do vírus diário
  • Taxa de progressão dos casos diária
  • Taxa de letalidade diária
  • Taxa de obediência ao isolamento social diária
  • Taxa de imunidade populacional diária
  • Taxa de ocupação hospitalar diária

O governador não descartou a possibilidade de adotar o chamado ‘lockdown’, ou seja, a proibição total de circulação de pessoas, à exceção dos profissionais de serviços essenciais. O método seria adotado em áreas com aumento exacerbado de casos de Covid-19.

Ele também explicou que, de acordo com as autoridades de saúde, a única vacina disponível para Covid-19 é o isolamento social, e lembrou que um dia de isolamento “quebrado” têm como consequência mais 14 dias de distanciamento, tempo necessário à recuperação da infecção pelo novo coronavírus.

 

Cloroquina

 

João Azevêdo voltou a comentar sobre o uso do medicamento cloroquina, defendido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), mas criticado pela comunidade científica. Para ele, a decisão quanto ao uso ou da do medicamento não deve ser de cunho político, já que vidas podem ser diretamente afetadas.

“Quem receita medicamentos são médicos. Essa é uma discussão que não pode estar no patamar político, não pode ser feita em um ambiente que não seja científico. É uma questão que, enquanto governador, não me cabe decidir. As decisões são tomadas acima de tudo com base no que a ciência orienta. Quando nós tivermos um protocolo definido, os médicos tomarão uma decisão.”, comentou.

 

Economia

 

Segundo o governador João Azevêdo, pelo menos 64% das indústrias da Paraíba não registraram demissão. Para ele, o setor permanece em andamento e tem enfrentado a crise econômica ocasionada pela pandemia do novo coronavírus.

João Azevêdo assegurou que o pagamento dos servidores estaduais, referente ao mês de maio, será feito ainda esta semana. O Estado registrou uma queda de arrecadação de R$ 129 milhões apenas nos primeiros dias deste mês, em comparação com o mesmo período de 2019.

 

Sob supervisão de Jhonathan Oliveira*


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