Política

Comércio e setor público socorrem economia

Arborizada, mas com problemas nos transportes públicos e trânsito, João Pessoa é uma cidade em amadurecimento.




João Pessoa já teve seu nome igual ao Estado que representa, Parahyba. É uma das cidades mais arborizadas do país, dona de duas reservas ambientais e de um litoral urbano bastante visitado por turistas. É uma cidade que está amadurecendo e todo dia tenta se adaptar ao crescimento da construção civil, da frota de veículos e da população que nasce e migra para o município.

Sua economia é baseada no comércio, que tem um grande movimento. Além das lojas, muitos ambulantes comercializam artigos diversos, como acessórios e calçados nas ruas do Centro. De acordo com o IBGE (2009), na cidade foram instaladas 16.973 empresas e 274.646 pessoas estavam trabalhando diretamente. O Centro da capital ainda conta com um shopping center popular, com 150 lojas e quiosques. Pelo local circulam em média 750 mil pessoas mensalmente.

O serviço público da cidade também se tornou fonte de emprego por ter a maior concentração de instituições públicas estadual e federal, além da prefeitura, onde, segundo o Sindicato dos Servidores Municipais, estão empregadas, em média, 16.547 pessoas. O turismo também é um dos setores que empregam, por conta das seis praias e do artesanato, além de clima tropical que a localização da cidade oferece.

Mas, se por um lado, a população de João Pessoa se orgulha das belezas naturais, por outro, se lamenta dos problemas enfrentados diariamente. Um deles é o transporte público. Quem depende de ônibus, reclama da demora e da quantidade insuficiente de veículos para atender à demanda existente. Ao todo, são 1,850 mil paradas. A maioria dos coletivos circula superlotada em horários de pico. Em alguns bairros, os moradores precisam esperar 20, 30, 40 minutos pelo coletivo.

A figurinista Olívia Mattos de Figueiredo, 29, disse que precisa acordar com duas horas de antecedência para não chegar atrasada ao trabalho. “Tenho que ir bem cedo para a parada de ônibus, pois os horários são variados”, comentou.

Em paralelo aos problemas do transporte público, o aumento acelerado da frota acaba deixando o trânsito da capital mais caótico. De acordo com o IBGE, em 2010, a quantidade de veículos que circulam na cidade chega a 230.820 mil (sendo 140.792 mil automóveis, 54.778 mil motocicletas e 1.312 ônibus). As poucas mudanças feitas até agora ainda não surtiram efeitos positivos.

Em julho do ano passado, a prefeitura da capital anunciou o projeto ‘Caminho Livre’ e o Plano de Mobilidade Urbana, os quais têm o objetivo de melhorar o trânsito nos principais trechos da cidade, que acabam sendo também os mais complicados. Uma das mudanças recentes previstas no projeto foi a implantação do binário do Castelo Branco. Há promessas do poder público de realizar outras melhorias em avenidas como Epitácio Pessoa e Beira Rio, porém sem data prevista.


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