Política

Cícero sobre Ney: “É ele quem nos apóia, e não o contrário”

Tucano polemiza ao dizer que apoio de Ney a Rômulo significa que o ex-senador passou a apoiar o PSDB, mas que aliança não passa por entendimentos para 2010.



Phelipe Caldas
Phelipe Caldas
Cícero diz que não tem como esquecer o que foi dito contra ele

Phelipe Caldas

Declarações do presidente estadual do PSDB, senador Cícero Lucena, feitas nesta segunda-feira (4), provocaram polêmica no meio político paraibano. Cícero lembra que não é o PSDB quem apóia o ex-senador Ney Suassuna (PMDB), mas ao contrário, é Ney quem resolveu apoiar o candidato tucano em Campina Grande.

O senador vai mais além e diz que já sobe no palanque de Rômulo Gouveia (PSDB) em Campina Grande bem antes de Ney se juntar ao grupo político, e que agora é ele quem manifesta interesse em participar do grupo.

Os comentários do senador peessedebista são uma referência ao fato dele ter trocado inúmeras ofensas com Ney durante a campanha eleitoral de 2006 (quando Cícero derrotou Ney na corrida para o Senado Federal), mesmo que agora, depois de Ney anunciar apoio a Rômulo, exista a possibilidade de ambos subirem no mesmo palanque.

Cícero lembra que até entende as críticas que Ney ainda faz contra ele, por se tratar de “uma forma de sobrevivência política”, mas destaca que não tem como esquecer o que foi feito. “Não levo as disputas eleitorais para o âmbito pessoal, mas não posso esquecer as coisas que foram ditas contra mim”, enfatizou.

Sobre as próximas eleições estaduais, ele diz que a política é um “processo dinâmico”, e que por isso o atual apoio de Ney a Rômulo não passa necessariamente por uma contrapartida daqui a dois anos. “2010 será discutido em momento oportuno”, concluiu.

Operação Confraria – O senador Cícero Lucena falou também sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal em limitar o foro privilegiado a ele, mandando que os demais réus no processo da Operação Confraria sejam julgados em âmbito estadual: “Tenho confiança na justiça de que vou provar minha inocência, e tudo o que posso dizer é que o STF teve uma decisão sensata. Na condição de senador eu tenho direito a foro privilegiado, e agora as outras pessoas poderão se defender independente do lugar que isto aconteça”.


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