Política

Câmara de Bayeux abre terceiro processo de cassação contra prefeito Berg Lima

Processo foi aberto nesta terça-feira (29) após análise de relatório de CPI contra o gestor.




Os vereadores da Câmara Municipal de Bayeux aceitaram denúncia e abriram nesta terça-feira (29) um processo de cassação contra o prefeito Berg Lima (sem partido). Ele foi iniciado a partir de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a denúncia de irregularidades de pagamentos aos guardas municipais de Bayeux. De acordo com a denúncia, o prefeito pagou irregularmente hora extra e adicional noturno a guardas que trabalhavam no turno da manhã.

A votação que determinou a abertura do processo terminou com 10 votos favoráveis a abertura e sete contrários. A partir de agora, a comissão processante, formada pelos vereadores Adriano Martins, França e Lico, terá o prazo de 60 dias para ouvir os envolvidos, incluindo o prefeito Berg Lima e ao final publicar um relatório sobre a investigação.

O material investigado na CPI que resultou no processo de cassação foi encaminhado para o Ministério Público da Paraíba. O presidente da Câmara de Bayeux, Jeferson Kita, lamentou a instabilidade política e econômica gerada pelo processo, mas destacou que cabe aos vereadores investigar as denúncias.

A reportagem do Jornal da Paraíba entrou em contato com a assessoria do prefeito de Bayeux, mas até a publicação desta reportagem nenhum resposta havia sido enviada sobre o caso.

Terceiro processo

Este é o terceiro processo de cassação aberto contra Berg Lima desde que foi eleito prefeito de Bayeux, em 2012. O primeiro pedido levado à Câmara foi resultado da investigação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco) após o prefeito ser filmado recebendo R$ 3,5 mil de um empresário fornecedor da prefeitura em troca de pagamento de dívidas atrasadas. Neste caso, a comissão que investigava o fato administrativamente acabou optando pela absolvição dele no Legislativo, em dezembro de 2017.

Berg escapou de novo em fevereiro de 2018. Acusado de fraude no aluguel de veículos da gestão municipal, o prefeito não chegou a ser julgado pelos vereadores pois o relator do processo na comissão perdeu o prazo legal para apresentação do parecer.

No entanto, a mesma acusação voltou a pousar na Câmara ainda no ano passado e uma nova investigação foi instalada. Desta vez o processo caminhou e Berg mais uma vez foi salvo pelos vereadores. O julgamento aconteceu em janeiro.


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